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Os discos nacionais, ibero-americanos e internacionais mais importantes da década

Posted in Notícias do mundo rock with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25/04/2011 by Ilhota Rock Festival

Senhor F.

A cena independente nacional desta década pagou o preço da transição entre o advento das novas formas de produção e divulgação por meio da internet e a ruína da indústria fonográfica tradicional. No entanto, antes de perder-se em lamúrias, artistas e bandas foram à luta e deram início à construção de novas bases para a economia da música no país. O resultado é uma inédita plataforma de festivais organizada na ABRAFIN, selos como Monstro Discos, Senhor F Discos e midsummer madness records, entre outros, e uma rede de casas de shows.

O portal Senhor F acompanhou o desenvolvimento dessa cena desde sua criação em 1998, quando as coisas engatinhavam, ainda de forma centralizada em algumas capitais. Nesta década, centenas de demos, “Singles”, “Eps” e discos passaram pelo portal, muitos deles ganhando visibilidade a partir das matérias e resenhas em nossas páginas. Apesar das dificuldades, o acesso às novas tecnologias abriu as portas para produções profissionais e, ao mesmo tempo, livres do padrão incolor do mainstream, que destruiu muitas bandas.

Sem a pretensão de abranger o conjunto da produção musical jovem da década, nossa lista busca identificar aqueles discos, dentre os independentes, que mais aprofundaram a linha do rock nacional. Assim como as listas anteriores – internacional e ibero-americana -, os 25 títulos correspondem a um mix de gosto pessoal e coletivo, expressão de nossa linha editorial e importância histórica. Alguns clássicos como O Bloco do Eu Sozinho, outros obscuros como Os Pistoleiros e Prozak, ou surpreendentes como a novata Macaco Bong, mas todos presentes na memória emocional de nossa redação.

O Bloco do Eu Sozinho, dos cariocas Los Hermanos, é unanimidade, pela qualidade musical e poética, assim como pela postura de rompimento com o esquema formal da indústria e a defesa da arte e da criação antes de tudo. O disco homônimo dos alagoanos Mopho é um clássico de todos os tempos do rock nacional, espremido naqueles anos 2000 de indefinição entre o velho e novo. O disco da gaúcha Superguidis, com seu pop-sujo, guitarras excepcionais e poesia cotidiana, marcou a entrada em cena da juventude emergente das periferias nacionais, impulsionadas pelo acesso à informação.

O álbum “Positivamente Mórbido”, dos curitibanos Pelebrói Não Sei, é um achado do início da década, com seu surpreendente mix de punk rock e extrema qualidade poética, com letras sinceras e coladas no cotidiano da juventude da época. Os cuiabanos Macaco Bong, com seu disco “Artista Igual Pedreiro”, com inventidade e despojamento, afirmaram definitivamente o novo espírito “do it yourself” independente. Já o gaúcho Frank Jorge com seu “Carteira Nacional de Apaixonado” deu início a construção de uma sólida carreira solo, além da herança da Graforréia Xilarmônica.

A também gaúcha Cachorro Grande com o disco homônimo de estréia definiu boa parte da sonoridade do início da década, com hits explosivos em disco e palco, que transforam a banda em um dos destaques do rock nacional atual. A goiana Violins, com o quarto discos, “A Redenção dos Corpos”, reforçou a linguagem “indie” com uma obra marcada pela radicalidade musical, poética e existencial. A acreana Los Porongas, também com disco homônimo, introduziu na cena do Norte no caldeirão nacional, com grande qualidade instrumental e poética.

A brasiliense Prot(o), por sua vez, com seu auto-intitulado disco de estréia, demarcou um novo terreno para o rock local, à base de guitarras eletrizantes e letras tão estranhas quanto geniais. Também de Brasília, Beto Só com o segundo disco “Dias Mais Tranquilos” confirmou suas qualidades autorais em canções de extrema sensibilidade e emoção. A gaúcha Bidê ou Balde, com “Se o Sexo é que Importa, só o Rock é sobre Amor!”, também demarcou o terreno fértil do início da década, em hits divertidos e dançantes.

Após um bem recebido disco de estréia, a banda Volver lançou o segundo disco, “Acima da Chuva”, contendo uma coleção de canções que transformou o quarteto no grupo mais importante da nova geração do rock recifense e do país. O surpreendente disco dos brasilienses Suite Super Luxo, El Toro!, apesar de ilhado em sua cidade, é um dos grandes discos de sua geração e do rock independente nacional. “Autoramas com Stress, Depressão e Síndrome de Pânico”, destacando a guitarra de Gabriel Thomaz, também foi um dos marcos da nova cena independente nacional.

A cavaleiro do single “Semáforo”, os cuiabanos Vanguart lançaram um dos discos mais importantes da nova geração do rock independente brasileiro da segunda metade da década. Já os brasilienses Móveis Coloniais de Acaju firmaram-se na cena nacional com o disco de estréia, “Idem”, que catapultou a banda para todos os palcos do país. De Chapecó, Santa Catarina, os já lendários Repolho consolidaram sua carreira com o segundo disco, “Vol 2”, unindo ironia, inteligência e diversão, com diversas participações especiais.

A também brasiliense Phonopop com seu disco de estréia “Já Não Há Tempo” introduziu na cena independente a melodia clássica em canções com a urgência do power pop. A carioca Astromato, com o belo “Melodias de Uma Estrela Falsa”, lançado em 2000, fez a ponte entre o “indie” dos anos noventa e a nova era independente. Tão obscuro quanto surpreendente, “Reciclando Almas” dos gaúchos Prozak, com ótimas guitarras e sonoridade outsider para os padrões do rock gaúcho tradicional, é um dos grandes discos “perdidos” da cena independente nacional.

“Um Compêndio Lírico de Escárnio e Dor”, dos goianos Réu e Condenado, é outra obra rara do rock independente desta década, com seu humor cortante e fino. Outro disco quase “perdido”, é o disco homônimo dos catarinenses Os Pistoleiros, ainda hoje a mais interessante experiência do folk rock nacional moderno. A paulista Os Gianoukas Papoulas, com “Panorâmica”, entregou para a cena independente uma bela coleção de canções refinadas. Por fim, a carioca Supercordas com “Seres Vivos ao Redor” resgatou a psicodelia nacional com qualidade autoral e instrumental.

Lista dos 25 discos mais importantes da década

  1. Los Hermanos – O Bloco do Eu Sozinho (Abril Music/2001).
  2. Mopho ­- Mopho (Baratos Afins/20000.
  3. Superguidis – Superguidis (Senhor F Discos/2006).
  4. Pelebrói Não Sei – Positivamente Mórbido (Barulho Records/2000).
  5. Macaco Bong – Artista Igual Pedreiro (Monstro Discos/Fora do Eixo/Trama Virtual/2008).
  6. Frank Jorge – Carteira Nacional de Apaixonado (Barulhinho/2000).
  7. Cachorro Grande – Cachorro Grande (Stop Records/2000).
  8. Los Porongas – Los Porongas (Senhor F Discos/2007).
  9. Prot(o) – Prot(o) (Monstro Discos/2003).
  10. Bidê ou Balde – Se o Sexo é que Importa, só o Rock é sobre Amor! (Antidoto/Abril Music/2000).
  11. Beto Só – Dias Mais Tranquilos (Senhor F Discos/2008).
  12. Vanguart – Vanguart (OutraCoisa/2007).
  13. Violins – A Redenção dos Corpos (Monstro Discos/2008).
  14. Autoramas – Stress, Depressão e Síndrome de Pânico (Astronauta/2000).
  15. Volver – Acima da Chuva (Senhor F/2008).
  16. Os Pistoleiros – Os Pistoleiros (Low Tech Recs/2000).
  17. Móveis Coloniais de Acaju – Idem (Independente/2007).
  18. Repolho – Repolho 2 (Independente/2001).
  19. Réu & Condenado – Um Compêndio Lírico de Escárnio e Dor (OutraCoisa/2004).
  20. Phonopop – Já Não Há Tempo (T-Rec/2005).
  21. Prozak – Reciclando Almas (Independente/2002).
  22. Astromato – Melodias de uma estrela falsa (midssummer madness records/2000).
  23. Suite Super Luxo – El Toro! (Protons/2005).
  24. Os Gianoukas Papoulas – Panorâmica (Independente/Virtual/2006).
  25. Supercordas – Seres Verdes ao Redor (Trombador/2006).

Fonte: Fernando Rosa do portal Senhor F.

Indie-country de verdade com tempero de Brasil

Posted in Notícias do mundo rock with tags , , , , , on 01/12/2010 by Blog do dcvitti

Pedrinho Grana & Os TrocadosA cena independente de Brasília está de bem com a vida. Neste ano, muitos lançamentos de peso ganharam o mundo. O segundo disco do Móveis Coloniais de Acaju, o também segundo do Sapatos Bicolores, entre os mais destacados. Mas também bandas novas deram as caras com EPs e discos-cheios, como Disco Alto, The Pro e Tiro Williams. Ao mesmo tempo, Phonopop finaliza o novo disco e Watson entra na fase de mixagem do álbum de estréia. Além disso, grupos ainda mais novatos, como Los Torrones e Darshan prometem uma nova safra de ótimos discos.

Assim, nada mais natural do que se dar ao luxo de parir um lançamento do porte do disco “A Aurora do Deicida”, de Pedrinho Grana & Os Trocados, tão desprentensioso quanto genial em sua simplicidade folk-country-tosca-lofi. Trata-se de um dos grandes lançamentos do ano, que provoca – mesmo sem querer – o “oficialismo” do novo mainstream indie, por vezes afeito a clonagens sem cheiro nem cor. “A Aurora do Deicida” reúne uma enfiada de canções com gosto de sinceridade, inteligência poética e pinta de hit como poucos álbuns nos últimos tempos.

Entre as canções mais legais estão “Carga Pesada”, “Aquela Garota”, “Alguém na Minha Vida”, “Davi é o Novo Rei”, “Maléfico Fantasma” e “Seu Guarda, Me Faça Mulher Esta Noite”, candidatas a “hinos” da cena. Em todas elas, distante dos modismos folk em voga, prevalece um clima country com cara de centro-oeste brasileiro, o que confere ao disco um sabor especial e particular. As letras vão do nonsense ao sentimentalismo juvenil, passando por um irônico misticismo, que lembra Raul Seixas em seus momentos mais inspirados. O registro feito no estúdio Macaco Malvado, de Gustavo Bill, garante a fidelidade necessária ao espírito do disco.

Um supergrupo – André Vasquez dos Sapatos (guitarras, banjos, etc), Guigo do The Pro (bateria) e Nandico do Fuzzies (baixo) – acompanha Pedrinho, guitarrista e vocalista do Gramafocas, autor da maioria das canções, exceto dois covers (Gram Parsons e Gene Pitney) e duas parcerias com Lino Maury. O nome é uma tradução/brincadeira literal do nome de um dos ídolos do grupo, o americano Johnny Cash, invenção da banda e de André Vasquez, também produtor musical e executivo do disco. Um disco com frescor e paixão que justifica a existência sempre renovada do tal de rock and roll.

 

Escrito por Fernando Rosa, editor de Senhor F.

Novas bandas ecoam surf music, girl groups, garagem e psicodelia

Posted in Notícias do mundo rock with tags , , , , on 29/11/2010 by Ilhota Rock Festival

We Are Dios - We Are DiosA história do rock é um eterno retorno às gerações anteriores, por meio de revivals, processamento de influências ou por releituras. A cada década, o rock assume uma nova cara, com a produção sonora e poética orientada por heróis clássicos ou obscuros, seja Black Tambourine, Beach Boys ou Shangri-Las. Os anos sessenta foram explorados ao máximo, assim como os setenta e os oitenta, enquanto os noventa ainda reverberam com uma tímida volta do grunge.

Dum Dum Girls - I Will BeEm 2010, chama a atenção a quantidade de bandas orientadas por sonoridades do final dos anos cinqüenta, início sessenta, em especial, no pop mais ingênuo e na psicodelia de meados da década, com um tempero noise. Na base dos discos de estréia da maioria delas estão influências das girl groups da fase Phil Spector, Brian Wilson, Nazz e Hermann Hermits, entre outros. Sem grandes pretensões inventivas, os trabalhos apresentam uma geração, ao que parece, desencanada com movimentos ou tendências – que poderíamos chamar de “geração nuggets” (referência a clássica coletânea de obscuridades dos anos sessenta).

The Drums - SummertimeAlém do som, os nomes das bandas entregam sua orientação, do que são exemplos Surfer Blood, Best Coast, Beach Fossils, Magic Kids e Tame Impala, entre outros. Magic Kids é a mais pura reencarnação dos Beach Boys do início dos anos sessenta, enquanto grupos como Jaill soam mais pop, Male Blonding mais punk e Tame Impala totalmente psicodélica. Em outros, como The Drums, influência dos anos oitenta (o som da Factory) também faz parte da mistura. Já Smith Westerns, para citar mais um exemplo, resgata o glam do tipo T. Rex – 72.

Com discos lançados em 2010, trazemos uma lista de bandas que talvez sequer cheguem ao segundo ou terceiro disco, mas que já merecem serem lembradas.

 

Lista-sugestão (segundo o Senhor F)

  • Avi Buffalo – Avi Buffalo.
  • Beach Fossils – Beach Fossils.
  • Best Coast – Crazy for You.
  • Crocodiles – Summer of Hate + Sleep Forever.
  • Dum Dum Girls – I Will Be.
  • Jaill – That’s How We Burn.
  • Magic Kids – Memphis.
  • Male Bonding – Nothing Hurts.
  • MGMT – Congratulations.
  • Real Estate – Real Estate.
  • Smith Westerns – ST Surfer Blood – Astro Coast.
  • Tame Impala – Innerspeaker.
  • The Drums – Summertime.
  • The Soft Pack – ST.
  • Titus Andronicus – The Monitor.
  • Wavves – King of The Beach.
  • Vivian Girls – Everything Goes Wrong.
  • We Are Dios – We Are Dios.

 

Fonte: Escrito por Fernando Rosa que é editor de Senhor F.

 

Conheça o som do Martiataka

Posted in Bandas with tags , on 28/11/2010 by Ilhota Rock Festival

MartiatakaSenhor F Virtual lança single do Martiataka.

O single da banda Martiataka, de Juiz de Fora, Minas Gerais, é o novo lançamento de Senhor Virtual (baixe gratuitamente, no link ao lado). São três músicas – “Brinquedo favorito”, “Pedra de gelo” e “Ela só quer se divertir” – que antecipam o novo disco. “À Moda do Caos” terá lançamento físico dentro de um mês, acompanhado de turnê pelo estado e outras regiões.

MartiatakaA primeira apresentação com o novo repertório acontece nesta sexta-feira, em Juiz de Fora, marcando a nova fase da carreira da banda. No palco do Cultural Bar, segundo seus integrantes, “Martiataka estréia novo show, novo cenário, novo clipe, novo disco e novo single”. Nessa noite, a banda também apresenta um novo integrante, o guitarrista Fausto Coimbra, recém integrado ao grupo.

Antes do show, haverá exibição do clipe da música “Ela só quer se divertir”, gravado na Galeria Arlindo Daibert, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, em Juiz de Fora, com direção de Demetrius Coutinho para a Mais Filmes. O CD “À Moda do Caos” foi produzido com recursos da Lei Municipal Murilo Mendes de Incentivo à Cultura e começa a ser comercializado na segunda quinzena de julho.

MartiatakaA banda Martiataka estreou em abril de 2001 e, depois de passar pelos palcos das festas universitárias e bares de Juiz de Fora, lançou no mesmo ano o primeiro CD demo. Após um segundo CD-demo, a banda lançou um EP oficial, seguido do álbum de estréia, “Rockae Roll Combustível”, em 2005, produzido por Zé Felipe, baixista do grupo Zumbi do Mato.

Desde então, a banda dividiu palcos com Autoramas, Lobão, Cachorro Grande, Wander Wildner e Marcelo Nova, entre outros grupos e artistas de expressão nacional. Em 2006, lançou o EP “Trindade”, produzido por Jimmy London (vocalista do quarteto carioca Matanza), que afirmou a sua identidade.

 

Formação da banda

Após uma série de mudanças de formação, Martiataka também consolidou a formação atual.

  • W. Del Guiducci, voz.
  • Fabricio Barreto, guitarra e gaita.
  • Thiago “Jim” Salomão, baixo.
  • Victor “Frango” Fonseca, bateria.
  • Fausto Coimbra, guitarra.

 

Links do Martiataka

 

Contato do Martiataka

Entre em contato com a banda através do email martiataka@martiataka.com, ou pelo carol@folhaproducoes.com, www.folhaproducoes.com (com Carol Folha). Se prefirir ligar os telefones são (32) 8848-1582 (com Wendell) ou (11) 9866-5560.

 

Fonte: redação do portal Senhor F.

O Repolho catarinense

Posted in Bandas with tags , , on 05/10/2010 by Ilhota Rock Festival

Repolho - Volume 4 [Arte encarte verso]ATENÇÃO: este texto contém spoilers. Se não quiser ficar chocado com algumas declarações não leia.

Esse é o novo disco da banda Repolho. Tudo parece novo, mas tem muita coisa ali dentro que não é. Se fosse lançado por uma grande gravadora provavelmente ia ter uma campanha de marketing dizendo: “músicas novas, raridades ao vivo, releituras em versões impagáveis para velhos sucessos. Mas como é lançado independente, ele tá mais para aqueles encalhes da revista Mad que tinha uma capa nova, mas dentro era a mesma coisa de sempre. Pois bem, o disco novo do Repolho é isso. Tem 4 músicas totalmente novas e vários bônus com outras gravações em versões inéditas para velhos sucessos. Aproveito e aviso que a gente não aceita os bônus de volta.

Repolho - Volume 4 [Arte encarte frente]O lado A do disco (que só tem um lado) é formado por quatro músicas novas (que poderia ser um single, mas não é). E quem tocou baixo nesse repertório foi o Gabriel Bubu (doAmor e Los Hermanos). Baixista novo? Alguém pode perguntar, e a gente responde, os baixistas do Repolho sempre são novos e parecem ter prazo de validade curto, o que faz com que os discos do Repolho sejam gravados por baixistas diferentes: O primeiro (Vol. 1) foi gravado pelo Girino que era o baixista do que poderia ser considerado a versão clássica da banda; o segundo (Vol. 2) pelo Frank Jorge (da Graforréia Xilarmônica); o terceiro (Vol. 3) pelo Michel Marcon (dos Red Tomatoes); o compacto temático em vinil (intitulado Sorria Meu Bem) o baixo é tocado pelo Carlo Pianta (primeiro baixista do De Falla); e o próximo provavelmente vai ser gravado pelo Marcelo Mendes que é o baixista atual da banda (isso se ele se comportar bem). No disco, ainda, o Mendes faz pequenas participações (um vocal na “Paz na Xexênia” e um segundo violão nas músicas gravadas pra MTV).

A grande novidade do disco e que talvez não seja tão grande assim é que esse disco marca a volta do baterista da formação original Anderson Birde. Na verdade ele processou a banda alegando que ele havia sido expulso. E ganhou a causa. Como a gente não tinha dinheiro pra pagar as despesas readmitimos ele na banda como pagamento. E ele voltou bem faceiro que nem pinto no lixo. Traduzindo para o idioma local: pinto no abatedouro.

Repolho - Volume 4 [Arte mídia]O disco foi gravado em Porto Alegre no estúdio Fuinha Feliz (agora Estúdio LKR). Uma parceria com Osmarmottas, grande banda portoalegrense que toca em algumas faixas do disco e foram os responsáveis pela gravação e mixagem. A produção ficou a cargo da própria banda e a masterização ficou por conta do Thomas Dreher.

Além disso tudo que eu já comentei acima. Tem participações de muita gente bacana que fez e faz parte da história da banda.

Repolho – Vol. 4

  1. Benga em Liverpool.
  2. Meu bem Talvez Seja a Última História de Amor.
  3. Paz na Xexênia.
  4. Novembro Chuva.
  5. Carla Fernanda (ao vivo MTV).
  6. Lover Caos (versão fita cassete s/overdubs ou qualquer tipo de efeito).
  7. Abel e Cain (Versão Vol. 1).
  8. Charme de Cachorro (ao vivo MTV).
  9. Juvenal (Acapela ao vivo).
  10. Lilico Horse Flat (ao vivo c/bacon).
  11. Buca Chica Buca.
  12. Visita (versão Campo e Lavôra).
  13. Bulinando o Travesseiro (versão Chapô a Galeria).
  14. Bilú Tetéia (versão Horta da Alegria).
  15. Cimirely Banger (versão Horta da Alegria).
  16. Satânica (the new version).

Este disco não contém nenhum dispositivo contra cópias, e está disponível para download. Não compre CD original, pode ser pirata! Compre direto o pirata, dificilmente será original!

Quem toca baixo neste disco é o Gabriel Bubu (banda DoAmor).

Produzido pela banda Repolho.

Gravado nos estúdios Fuinha Feliz em Porto Alegre (julho de 2007).

Masterizado por Thomas Dreher.

Participações especiais: Os Marmotas de uma forma geral, mas de uma forma específica: Ricardo Panéla e Wagner Lagemann  (Vocais), Fabrício Gambogi (Piano e Tecladinho de brinquedo); Otávio Assis Brasil (Acordeon – Gaita); Gabriela Vilanova (Violino e Viola); Eric Thomas (Louro José, galinhas acústicas e palpites em geral).

Versões acústicas gravadas para MTV numa espécie de Repolho acústico ou quase isso.

Fotos: Roberto Panarotto.

Diagramação: Marcus Comparin (Estúdio Alice).

As mais diversas intervenções diversas foram sampleadas dos mais diversos tipos de referências diversas que compreendem o afinadíssimo universo particular da (marisa monte) banda Repolho.

Composição: Benga em Liverpool (Demétrio Panarotto e Marcelo Birck); Meu Bem Talvez Seja a Última História de Amor (Demétrio Panarotto e Marcelo Birck); Paz na Xexênia (Banda Repolho: Demétrio, Roberto, Birde e Girino); Novembro Chuva (Demétrio Panarotto e Eric Thomas).

Links dos Repolho

Fonte: banda Repolho.

A ponte musical e poética do Prozak

Posted in Bandas with tags , , on 04/10/2010 by Ilhota Rock Festival

ProzakA banda Prozak é uma espécie de mito (quase) secreto “indie” portoalegrense, com três discos gravados e um novo EP – Maré – recém-lançado, com produção de Lucas Pocamacha & Andrio Maquenzi, a linha de frente da banda Superguidis. Prozak é uma espécie de ponte musical, poética e conceitual entre Wander Wildner e seus também conterrâneos e parceiros Superguidis, sendo responsáveis por uma linguagem musical e poética moderna e diferenciada do que se identifica como “rock gaúcho”.

ProzakÉ deles o álbum “Reciclando Almas”, um verdadeiro achado na discografia do rock independente nacional, que contém canções como “Romantismo à Base de Modernidade”, “Um Lugar Qualquer” e “Overdose”, todas poderosos hits. As canções confirmavam a verve autoral do grupo, especialmente de Bruno Daitx, antecipada em “Retardado”, hit do disco de estréia, quando ainda eram um trio. “Reciclando Almas” é um dos TOP 25 da década 00-09 do portal Senhor F. Além dos irmãos Daitx, integrama a banda André Gules (baixo) e Adilson Tessari (bateria).

No início da década, “o garoto Bruno Daitx dava luz à ProzaK (com a grafia devidamente modificada), primeiro como um trio, acompanhado de André Gules (baixo) e Adilson Tessari (bateria)”, conta Andrio Maquenzi, do Superguidis e contemporâneo da então quase inexistente cena independente gaúcha. “Logo após, o irmão Brisa Daitx iria se juntar nas guitarras e dar a sua contribuição “som de Manchester” à coisa toda”, completa. Em maio do ano passado, os dois participaram, como convidados especiais, do DVD acústico gravado pelo Superguidis.

Links do Prozak

Contatos

Senhor F. Produtora, Ernando Daitx ernandodaitx@hotmail.com. Telefone (51) 9246-0676 / 3273-2382 / 9769-8449 – Porto Alegre/RS. Contato com a banda: contatoprozak@hotmail.com

Vídeo do Prozak

Você perdeu sua fé

Escrito por Fernando Rosa, editor do portal Senhor F e diretor dos selos Senhor F Discos (físico) e Senhor F Virtual (digital).

Senhor F afirma-se como uma “holding indie” moderna

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , on 18/08/2010 by Ilhota Rock Festival

Senhor F.“Senhor F” agora é portal, produtora de eventos, agência de artistas e editora fonográfica e musical, com sede em Brasília e Porto Alegre. Com isso, Senhor F abre um novo ciclo em sua trajetória, iniciada em 1998, com a edição de uma revista digital bimensal. O formato adequado aos novos tempos, permite que o artista tenha a sua disposição toda a cadeia do processo musical.

“Nunca imaginamos que nos tornaríamos um selo comum, voltado apenas à venda de discos, devido às mudanças do mercado”, diz Fernando Rosa diretor executivo e curador musical da “holding indie”. Segundo ele, a política foi apostar em agregar ao projeto inicial o conjunto das atividades relacionadas com a música independente, como produção de eventos, selo físico e digital e agenciamento dos artistas.

Fernando Rosa, responsável pelo Senhor FNo caso de Senhor F Discos, a lógica do selo foi apostar em artistas com potencial de inovação no atual cenário, acompanhando de perto o desenvolvimento de suas carreiras. Além do planejamento da carreira, Senhor F também participa e coloca à disposição de seu “cast” todo o processo de produção, desde a gravação, divulgação, agenciamento de shows e edição musical.

Para Fernando Rosa, um dos nomes mais destacados do selo, a banda Superguidis, funcionou como uma espécie de protótipo do processo de construção do modelo de negócios. “Superguidis surgiu com uma presença muito forte na rede, na plataforma de festivais e também sintonizada com a vizinhança sul-americana”, lembra Rosa. Isso, segundo ele, abriu caminhos e fortaleceu a idéia de construir uma pequena unidade de negócios em torno da marca Senhor F e os artistas agregados.

Fernando Rosa, responsável pelo Senhor FA Produtora Senhor F é responsável pela edição do “portal Senhor F”, pelas “Noites Senhor F”, pelo “festival El Mapa de Todos”, pela produção do “programa Senhor F Sem Fronteira”, veiculado pela Rádio Câmara, pelo “programa Senhor F 100,9”, veiculado pela Rádio Cultura (DF), pelos “selos Senhor F Discos (físico) e Senhor F Virtual (digital)”. Integram o selo Senhor F Discos os artistas e grupos Superguidis, Beto Só, Volver, Watson, StereoScope e Sapatos Bicolores.

Fonte: da redação do portal Senhor F.

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