Arquivo para Paul McCartney

Disco completo para ouvir e celebrar os 70 anos de Paul McCartney

Posted in Notícias do mundo rock with tags , , , on 23/06/2012 by Ilhota Rock Festival

O blog da Coluna Extra Escreveu bastante sobre Paul McCartney, motivado não só pela importância que o Beatle ainda tem para a música, mas também (e principalmente) pela passagem histórica dele por Florianópolis em abril. Espero que vocês entendam e curtam mais este post sobre Paul McCartney, desta vez com dois propósitos.

O primeiro: saudar os 70 anos que ele comemora nesta segunda-feira, dia 18.

O segundo: sugerir Band on the run, obra-prima de 1973 assinada por Paul e pelos Wings, como um dos discos completos que você pode ouvir no YouTube e que é uma boa pedida para esta noite/madrugada de sábado.

Ouça Band on the run.

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Paul McCartney diz que parou de fumar maconha por causa da filha

Posted in Notícias do mundo rock with tags , , , , , on 17/02/2012 by Ilhota Rock Festival

Paul McCartney Rolling Stone - Paul McCartney diz que parou de fumar maconha por causa da filha

Beatrice, de oito anos, rompeu uma relação de mais de quatro décadas entre o ex-beatle e o entorpecente.

O ex-beatle Paul McCartney revelou que, em razão de sua filha caçula, finalmente parou de fumar maconha, aos 69 anos. Em entrevista à edição de março da revista norte-americana Rolling Stone, Paul admitiu que, depois que passou a criar a pequena Beatrice, de apenas oito anos, fruto de seu relacionamento com a ex-modelo Heather Mills, desenvolveu “um senso de responsabilidade”.

“Já fumei muito. Agora chega”, afirmou. “Já tive minha dose. Quando você passa a cuidar de uma criança, seu senso de responsabilidade interior o desperta em algum momento, se você tiver sorte”. (…) “É o suficiente. Chega uma hora em que você simplesmente percebe que aquilo não é mais necessário”, admitiu.

Segundo o cantor britânico, é também em razão de Beatrice que ele decidiu encurtar a duração de suas turnês pelo mundo. “Não fazemos mais turnês gigantes, como aquelas megatours que o U2 faz e que não acabam nunca”. “O que fazemos atualmente são eventos e em datas seletivas. Isso tudo por causa da custódia [de Beatrice]. Em um primeiro momento, eu pensei, ‘Deus, será que isso vai se tornar um problema?’. E acabou virando uma bênção”.

Paul sempre admitiu ser admirador da erva, mas que também passou por muitos problemas relacionados às drogas, até mais que seu colega de banda John Lennon, que tinha uma reputação de “usuário” muito mais forte do que a dele.

Quem o introduziu à maconha foi o cantor e compositor Bob Dylan, em 1964, durante um encontro em Nova York. O norte-americano ficou surpreso com o fato de que, até então, Paul nunca tinha experimentado a erva. Três anos depois, já tendo se tornado um grande consumidor, já militava pela legalização da droga. Depois, suas experiências com entorpecentes se ampliaram com a cocaína, heroína, LSD e uma série de substâncias psicodélicas que teriam inspirado os Beatles em muitas de suas maiores canções.

Em 1972, chegou a ser preso na Suécia e na Escócia por posse de drogas. Pelo mesmo motivo foi também foi deportado do Japão e de Barbados durante a década de 80.

Durante seu segundo casamento com, Heather Mills, que durou apenas quatro anos (2002-2006), ele tentou parar após receber um ultimato da esposa: “ela ou as drogas”. Durante o turbulento processo de divórcio e na disputa pela custódia de Beatrice, Mills acusou Paul de consumir maconha “tão regularmente quanto um britânico toma chá”, e que dificilmente poderia ser um bom exemplo para a filha.

Sem planos de parar

Na mesma entrevista, o músico também revelou que os Beatles já chegaram a cogitar um retorno, mas entenderam que ele poderia desmistificar a banda; “Sempre dissemos de maneira convincente um ao outro: ‘Nós fechamos nosso ciclo’. E, o mais importante, (a volta) poderia dar tão errado que estragaria todo o ideário gerado em torno dos Beatles. A ponto de passar a impressão de que ‘nossa, ele não eram tão bons assim’. Portanto, a ideia de voltar nunca nos pareceu muito convincente”, afirmou.

Paul também revelou que chegou a ser persuadido a encerrar a carreira ao completar 50 anos de idade, por influência de seu então agente. Atualmente, porém, sequer planeja pensar no assunto. “Nunca vou acreditar que terei 70 anos, não importa o que você diga. Há uma pequena célula em meu cérebro que me fará nunca aceitar isso”, afirma. Hoje, Paul se imagina tocando nos palcos aos 80. “Eu acredito que sim. Se isso vai se tornar realidade eu não sei”.

Ele afirma que só pensa em encerrar a carreira quando não sentir mais prazer no que faz, o que seria o contrário do que ocorre hoje. “Quando dizem para mim ‘Abra espaço para os mais jovens’, eu penso: ‘F***-se, eles que tracem seus próprios caminhos. Se eles forem melhores do que eu, eles irão me superar’. O Foo Fighters, por exemplo, não tem qualquer problema, eles são bons. Fazem a sua parte”, afirma.

O dia mundial do rock

Posted in Notícias do mundo rock with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13/07/2011 by Ilhota Rock Festival

Dia Mundial do RockEntre especiais de TV, comemorações e bebedeiras, vale a pena olhar prá trás e ver quanta historia já passou.

Dia 13 de julho é o dia mundial do rock! A data completa 26 anos hoje, o que configura um duplo aniversário, do rock e de seu próprio natalício. O Live Aid, concerto beneficente organizado por Bob Geldof em 1985, foi o evento escolhido para servir de marco para o gênero musical popular que nasceu, na verdade, na década de 1950.

Dia Mundial do RockO disco de Bill Haley and His Comets, “Rock Around the Clock”, lançado em compacto no dia 12 de abril de 1954 é considerado a primeira gravação de rock and roll da história. O gênero dançante se originava de uma aceleração do rhythm and blues com toques de folk music. Nessa época, o cenário pós-guerra na Europa e nos Estados Unidos suscitava na juventude uma urgência sem igual. Era preciso viver o hoje como se não houvesse amanhã, pois a qualquer momento, uma terceira e fatal guerra poderia eclodir.

Live AID, a festa que mudaria o mundo, as pessoas, mudaria um geração, um novo conceito de ver, ouvir, falar de musica. Grandes nomes passaram neste palco santuario de grandes lendas do rock. São 25 anos de muito rock para contar.

Lendas do Rock

Deuses do RockApadrinhado por um coronel, Elvis era o ídolo americano. Amoroso com a mãe, servente à pátria, bonitão, tingia os cabelos louros de preto para não ficar tão distante do universo blueseiro que o inspirava. A despeito da tez macia de Presley, o rock cinquentista abriu as portas para ídolos e sex symbols negros, Chucky Berry talvez tenha sido o maior deles.

Mas o primeiro compacto de Elvis, “That’s All Right Mama” foi o que encantou um menino órfão de mãe no outro lado do Atlântico. Paul McCartney se juntou a John Lennon por saber tocar e cantar todo a extensa letra de “Twenty Flight Rock”, de Eddie Cochran. Os Beatles vieram de Liverpool, cidade portuária empobrecida pela guerra, para a swinguing London, trazendo consigo gente como os selvagens Rolling Stones, mais tarde o Pink Floyd e o The Move com verdadeiras peças musicais de dez minutos.

Deuses do RockO Live Aid de 1985 foi organizado em benefício das vítimas da fome na Etiópia e aconteceu simultaneamente em Londres e na Filadélfia reunindo Led Zeppelin, Black Sabbah, David Bowie, Phill Collins (já fora do Genesis), Duran Duran, e novamente ele: Bob Dylan. Dylan, aliás, curtiu a idéia e apareceu no mesmo ano no especial beneficente Usa for África junto com uma pá de cantores americanos em coro para o refrão de Michael Jackson e Lionel Ritchie: “We are the world, we are the children”.

Passada a pedreira do hard rock e do punk dos anos 1970, a década seguinte trazia um mundo novo. Ditaduras caíram na América Latina, a Alemanha estava uma confusão só.

Deuses do RockNo Brasil, os famigerados anos 80 foram o berço do Brock. Em busca de uma identidade nacional modernizada, bandas de Brasília, de São Paulo, do Rio, do Sul, e até do mangue! A Legião Urbana de Renato Russo virou febre e passou de uma cópia em português do Joy Division direto para a história da MPB. O rock foi politizado, e as gravadoras amaram, afinal, acabávamos de sair de um governo militar repressor e entupido de ié ié ié. Os Paralamas do Sucesso, Titãs, Hojerizah, e Lobão meteram pau na situação do Brasil. Cazuza, Barão Vermelho, falaram da vida nas cidades; e Ultraje a Rigor, Ritchie, Blitz, João Penca e Seus Miquinhos Amestrados, chutaram o balde com o besteirol sem fim! E depois?

A partir do final dos anos 1990, com a morte de Kurt Cobain, efêmero baluarte do rock tipo grunge, a indústria fonográfica começou a balançar as pernas e coleguinhas como o Pearl Jam começaram a tentar modelos alternativos de conquista de fãs. O Radiohead foi atrás dessa onda, o Oasis falou falou e no final das contas acabou brigando com todo mundo. Deuses do RockCom a chegada do século XXI, parece que muitos mitos do velho rock and roll começaram a desmoronar, a começar pelos Ramones que, de tanto se chaparem foram morrendo um a um. Em 2006, o lendário guitarrista dos Rolling Stones Keith Richards apareceu na TV brasileira para falar do show em Copacabana e o repórter não pôde deixar de reparar nos dedos tortos e calejados, foi de horripilar! Em Londres, 2 de julho de 2005, o Pink Floyd se reuniu pela última vez no Live 8 (mais um concerto beneficente e comemorativo à memória do Live Aid, lembram?), já que em 2008, o tecladista Richard Wright morreu de câncer. O mesmo fez o Led Zeppelind em 26 de novembro de 2007, mesmo sem poder ressuscitar o fantástico baterista John Bonham, morto em 1980.

Atualmente tem uma moçada por ai fazendo um novo rock, bom não importa, o rock tem sua historia sua marca, e notório e não da para negar. O rock conquistou e conquista até hoje milhares de seguidores afim de uma boa musica e muita ideia boa na cabeça.

Chupado e cuspido de net!

Que dia e Hoje mesmo?

Posted in Notícias do mundo rock with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13/07/2011 by Ilhota Rock Festival

Dia Mundial do RockHoje é dia 13 de julho! E daí? Hoje é o Dia Mundial do Rock. Sabe desde quando se comemora esta data? Desde 1985.

A mistura do country com o rhythm and blues, que nasceu em meados dos anos 50, não se tratava apenas de um novo gênero musical. Surgia um movimento, uma tendência, o processo de evolução da música e a mudança de comportamento de uma geração. Era o rock escrevendo sua história, ultrapassando as barreiras raciais e apresentando nomes como Little Richards, Chucky Berry e Bill Haley.

Dia Mundial do RockAssim começaram a transitar suas vertentes. Em 60, o rock se popularizou. Surgiam Elvis, Rolling Stones, Beatles… Cada grupo com suas peculiaridades, da forma de se vestir às danças extravagantes que moviam os fãs e criavam uma legião de seguidores hipnotizados com a música e estilos psicodélicos de alguns. Em meio à euforia explodiam o Metal, Heavy Metal, Punk, Grunge. Era o rock’n roll se dividindo e difundindo entre gerações, sentimentos e guitarras distorcidas.

Festival Live AidMas foi em 13 de julho de 1985, que o movimento se fortaleceu e ganhou data para ser comemorado. O Rock deixava de ser apenas uma forma de libertação de gerações, um gênero ou movimento musical. Foi durante o festival Live Aid, que aconteceu paralelamente na Inglaterra e nos Estados Unidos neste mesmo ano, que o rock uniu forças para acabar com a fome na Etiópia. Organizado pelo músico Bob Geldof, nomes como Black Sabbath (com Ozzy), Queen, U2, Status Quo, Loudness, Mick Jagger, David Bowie, Dire Straits, Bob Dylan, Santana, The Who e Phil Collins apresentaram seus hits para arrecadar fundos e conscientizar a sociedade sobre o problema que atingia o país africano.

Deuses do RockO rock virou um movimento de consciência social. Outros festivais começaram a ocorrer na década de 80 e, em 2005, o evento se fortaleceu ainda mais e modificou o nome para ‘Live 8’. Desta vez, os países integrantes do G-8 e a África do Sul receberam artistas como Bon Jovi, Paul McCartney, Coldplay, Pink Floyd e Elton John em um festival apelando para que as dívidas dos países africanos, afetados pela fome, fossem perdoadas.

Festival Live AidHoje, 13 de julho de 2011, o rock ainda é celebrado em todo mundo. Músicos, grupos, artistas, composições e melodias do gênero não param de surgir. Os festivais continuam acontecendo em todos os países e grandes bandas ainda são esperadas com suas turnês de lançamentos. O movimento se fortalece, os pioneiros do rock continuam novos, os hits dos anos 50, 60, 70, 80 e 90 ainda são tocados e apreciados por seu público fiel.  Em uma época que todos os estilos se juntaram, o rock’n roll está mais democrático e ainda é o sinônimo de uma geração que realmente gosta de música, diversão e atitude!

Em homenagem ao Dia Mundial Do Rock, o Ilhota Rock preparou a trilha sonora oficial e mais que especial do dia com as melhores bandas do estilo. Mais rock and roll impossível, mas se faltou alguém na lista, fique a vontade de comentar que a incluiremos ou discutiremos o asunto:

  • Led Zeppelin – Rock N’ Roll.
  • Kiss – Detroit Rock City.
  • Judas Priest – Living After Midnight.
  • AC/DC – Jailbreak.
  • The Rolling Stones – Satisfaction.
  • Black Sabbath – Heaven and Hell.
  • Queen – I Want to Break Free.
  • Motorhead – Ace of Spades.
  • Deep Purple – Smoke on The Water.
  • Twisted Sister – I Wanna Rock.

Rock!

Imagine que os Beatles não acabaram

Posted in Notícias do mundo rock with tags , , , , , on 17/01/2011 by Ilhota Rock Festival

The Beatles, George Harrison, John Lennon, Paul McCartney e Ringo StarrA presença de Paul McCartney no Brasil, o lançamento do filme “O Garoto de Liverpool” (2009) e o aniversário de 30 anos da morte de John Lennon trazem uma nostalgia inegável para os fãs da melhor banda de todos os tempos. Os Beatles acabaram oficialmente há 40 anos. Mas e se Paul e John tivessem feito as pazes, como na história fictícia do filme “Tudo Entre Nós” (2005)? E se os Beatles voltassem a tocar juntos? Melhor ainda, e se nunca tivessem acabado, como os Rolling Stones?

Em homenagem a John Lennon, que não por acaso gravou um álbum chamado “Imagine” (1971), inauguramos aqui uma expedição mágica e misteriosa, onde tudo é possível. Usando vídeos como base, sequenciamos faixas e climas, criando álbuns imaginários dos Beatles na década de 70 e além.

O blog do Ilhota Rock publicará toda semana uma sequência  de nove álbuns irreais para uma viagem mais fantasiosa do submarino amarelo. Vida longa aos Beatles.

 

Fonte: Escrito por Marcel Plasse. Marcel é jornalista, participou da geração histórica da revista Bizz, lançou as primeiras graphic novels no Brasil, criou a revista Set de cinema, trabalhou na Folha e Estadão e edita o site Pipoca Moderna.

O garoto de lugar nenhum. O nascimento de um mito

Posted in Cinema with tags , , , , on 29/12/2010 by Ilhota Rock Festival

John LennonA estréia no início de dezembro nos cinemas brasileiros o filme “Nowhere Boy” (O Garoto de Liverpool), uma cine biografia que conta a história de Jonh Lennon antes da fama. O roteiro, escrito por Matt Greenhalgh (o mesmo de Control, que narra a vida de Ian Curtis), é baseado no livro “Imagine This: Growing Up With My Brother John Lennon”, escrito por Julia Baird, meia-irmã do músico.

Cena do filme "O Garoto de Liverpool"O longa mostra a adolescência de Lennon em Liverpool, na Inglaterra, e sua relação com a tia Mimi Smith, que o criou, e a mãe Julia Lennon, com quem volta a ter contato aos 17 anos. O filme também mostra a amizade de Lennon com Paul McCartney.

Tida como autoritária, Mimi Smith (interpretada por Kristin Scott Thomas) é uma mulher prática, correta e muito séria. Ela não gosta de piadas ou brincadeiras. Ela quer que seu sobrinho tenha uma boa educação, um futuro decente. Mas acaba se tornando rígida demais com o rapaz. No auge de sua puberdade, o que Lennon quer é o que todo jovem quer: conhecer e experimentar o mundo. E o mundo acabava de sair de uma guerra e ressurgia, aos poucos, cheio de novidades.

Cena do filme "O Garoto de Liverpool"Mas Lennon não é um doidivanas. É um garoto comum, um tanto introspectivo e inseguro, que respeita a tia e entende que ela só quer seu bem. As coisas mudam quando o jovem reencontra sua mãe – que se acreditava sumida, mas que na verdade morava muito perto.

Com temperamento oposto ao da irmã, Julia Lennon (Anne-Marie Duff) é uma mulher alegre, festeira e irresponsável. Logo que reencontra o filho, o leva a uma lanchonete onde há uma Jukebox (antigas máquinas automáticas de música). Ela escolhe um rock n’ roll e dança com o filho.

Cena do filme "O Garoto de Liverpool"Para Aaron Johnson, ator que já figurou em diversos filmes e séries televisivas, mas com papéis não muito importantes, assumir seu primeiro protagonista de peso não pareceu tarefa difícil. Ele encarna com facilidade e talento um Lennon que é doce e ao mesmo tempo irritadiço.

A trama se desenrola desvendando os motivos que levaram Julia a abandonar o filho e Mimi assumir sua criação. Entre erros e acertos dos adultos, o adolescente se vê perdido e confuso. Mais que diversão, a música se revela como um desabafo para os dilemas do jovem. O filme encerra antes da Beatlemania, antes de os Beatles se transformarem num fenômeno da música pop – o nome “Beatles” sequer chega a ser citado.

Cena do filme "O Garoto de Liverpool"Dirigido pela novata Sam Taylor Wood, o longa é apenas um recorte da vida de John Lennon. É claro que toda a complexidade e genialidade de um John Lennon não caberiam em pouco mais de uma hora e meia, mas “Nowhere Boy” consegue delinear a personalidade do homem que virou mito e apontar as origens da inspiração para canções que depois seriam conhecidas por todo o planeta. O elenco e a deliciosa trilha sonora – com Jerry Lee Lewis, Chuck Berry, Elvis Presley, Buddy Holly e Bill Haley & His Comets – contribuem bastante na reconstrução dessa história.

Lamentável, como de costume, é a tradução para o português do título do filme. “Nowhere Boy” é ‘o garoto de lugar nenhum’, que procura seu lugar no mundo. A tradução, “O Garoto de Liverpool”, inverte e simplifica a idéia, tirando a dinâmica do personagem para cristalizá-lo no passado. Que foi em Liverpool que ele começou é óbvio. Mas depois disso ele conquistou o mundo.

Veja abaixo o trailer legendado, divulgado pela Imagem Filmes, distribuidora de “O Garoto de Liverpool” no Brasil:


 

Fonte: Escrito por Lizandra Pronin, da redação TDM.

O fim do Metal de arena

Posted in Notícias do mundo rock with tags , , , , , on 30/11/2010 by Ilhota Rock Festival

Rock in Rio BrasilEstádio lotado. Milhares de fãs alucinados de camiseta preta gritam, batem cabeça e fazem “air guitar”. Quem poderia estar no palco? Qual a banda de Rock ou Metal tem o poder hoje de levar, sozinha, uma verdadeira multidão ao seu show? As mesmas dos anos 1970 e 1980. Ou seja, Kiss, Metallica, Iron Maiden, Ozzy Osbourne e Rush, por exemplo.

Ainda existem as voltadas para o pop como o U2 e até os seniores como Paul McCartney. Os brasileiros conhecem bem todos esses nomes. Eles já lotaram estádios por aqui no passado, muitos vieram este ano e outros já estão reservando suas passagens novamente para 2011.

Shows do RushNão dá pra negar, no entanto, que todos os grupos já não estão mais no seu auge. Embora ainda consigam unir gerações e renovar o público de tempos em tempos, os grandes sucessos são os mesmos há muitos anos. E por mais que ainda demonstrem vigor e energia ao vivo, e continuem gravando discos, já estão em fase final de carreira. Esse tipo de banda ‘mainstream’ não existe mais. Possivelmente, a última banda com potencial para se manter gigantesca por décadas foi o Guns n’ Roses, que encerrou suas atividades prematuramente e mesmo assim consegue proezas no quesito venda de ingressos apenas com Axl Rose.

Shows do Metallica em arenaA forma de consumir música mudou e isso ajuda a explicar um pouco do fenômeno. Com o avanço da tecnologia, ficou mais fácil não só gravar discos em casa com alta qualidade, mas também colocá-los na internet, causando uma verdadeira proliferação de novas bandas, que somem com a mesma velocidade com que ficam famosas.

Shows do Kiss em arenaAtualmente, quase a totalidade dos fãs baixa uma música aqui, outra ali e dificilmente compra um CD e escuta o conjunto da obra. Os próprios músicos lançam músicas avulsas e se tornam “superstars” com apenas um hit. Mesmo no Metal, gênero conhecido pela fidelidade dos fãs, não existem novos nomes para substituir a velha guarda no que diz respeito da grandiosidade e popularidade.

Shows do AC/DC em arenaObviamente as novidades sempre atraem mais a atenção e, quando o Nu Metal surgiu nos Estados Unidos, por exemplo, bandas como Korn, Limp Bizkit, System of a Down e até o Drowning Pool conseguiam um público expressivo. Mas a “onda” já passou. Hoje, Slipknot e Disturbed ainda estão na ativa com dignidade, mas longe de ter o potencial longevo e global dos medalhões citados no início do texto.

Shows do Ozzy em arenaPara fazer eventos para as massas, os promotores de shows apostam cada vez mais em festivais ou recorrem aos antigos clássicos. Mas parece que o Heavy Metal, que entrou sem pedir licença nas rádios, na TV e nas listas dos álbuns mais vendidos há 20 anos – sendo transformado, inclusive, nos mais variados tipos de produto – tem voltado ao “underground” pouco a pouco. Embora a quantidade de shows do gênero tenha aumentado aqui no Brasil, por exemplo, eles são realizados em locais modestos, sem grande divulgação nem estardalhaço.

Quem arrebatava multidões nas décadas de 1980 e manteve certa regularidade na de 1990 ganhou status vitalício de “mainstream”. Mas com esse pessoal se aproximando da terceira idade, ou até mesmo já vivendo nela, será que dentro de alguns anos veremos o fim do “Metal de arena”?

 

Fonte: Escrito por Rafael Sartori, da redação TDM.

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