Silencia-se Edith Piaf


A morte de Edith Piaf.

Quero continuar cantando…

Edith Piaf

Dona de uma saúde fragilizada, Edith Giovanna Gassion, 47 anos, que tantas vezes lutou contra a morte e a venceu, desta vez saiu vencida. Com uma história de vida cheia de contradições e dúvidas, o ato final de Piaf não poderia ser diferente…

Segundo nota divulgada pela AFP, baseada em informações do seu atestado de óbito, Piaf faleceu na manhã de uma sexta-feira, 11 de outubro em sua residência, logo após chegar emParis para submeter-se a um novo tratamento de saúde.

O marido Théo Sarapo, com a conivência de outros entes mais íntimos, deu nova versão ao fato, afirmando ter a morte acontecido um dia antes, numa casa de campo em Plascassier, onde Piaf viveu seus últimos dias. O atraso do comunicado público foi intencional, a fim de garantir as devidas providências para realizar um último desejo de Piaf. A cantora queria ser enterrada no cemitério Père-Lachaise, junto à sua filha e ao seu pai, o que poderia ser impedido diante do impacto da repercussão de sua morte.

Controvérsias à parte, a morte de Piaf causou uma comoção nacional. Além da presença dos mais próximos e de personalidades públicas, uma multidão foi prestar-lhe uma última homenagem. E mesmo não havendo um decreto de luto oficial, ele foi calorosamente popular.

Edith Piaf foi sepultada em 14 de outubro de 1963 no cemitério Père-Lachaise, conforme sua vontade.

La Môme Piaf

A grande senhora da música francesa de todos os tempos era uma mulher de corpo franzino, voz marcante e semblante triste. Foi lançada à sorte na vida artística noturna de uma Paris marginal do começo dos anos 30. Trouxe resquícios da infância miserável à margem de uma família desestruturada, agruras que procurou compensar na incansável procura do amor, um amor autêntico e único. Em todas as canções refletiu essa sua necessidade de amar e ser amada, como auto-retratos. Fez de sua arte o veículo de emoções comuns e de seus dramas particulares dramas de todo mundo: amor, solidão, pobreza, ciúme, medo.

Piaf nos deixou. E a música popular francesa perdeu não apenas a voz de uma grande intérprete, mas também sua maior legenda.

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