O rock morreu, ponto e vírgula, é o dizem por ai na internet


Rock 'n' RollMas também não é bem assim não como dizem!

Publicamos este artigo, idéia defendida em artigo do jornal The Guardian provocou acesa discussão em alguns sites e blogs. Nós do blog Ilhota Rock nos posicionamos contrários a publicação do tablóide inglês. “Música não é competição e sim expressão” e defenderemos sempre o rock, pois a tanto tempo do ritmo, ainda inova e dita tendência pelo mundo afora. Leia aqui alguns dos argumentos dos dois lados que achamos interessante.

O artigo do jornal inglês The Guardian, que com base na tabela de 100 singles mais populares no Reino Unido em 2010 defende uma nova morte do rock, deu origem a um dos mais participados debates recentes no site da Blitz. Dos dois lados esgrimiram-se argumentos, que passaram pela relevância ou falta dela das tabelas de vendas, pelos downloads ilegais, pela importância da música ao vivo, pelo rumo estético do rock atual ou pelas inevitáveis preferências pessoais.

O rock não é tão poderoso, como estilo de música, como já foi. Os estilos de música esgotam-se, deixa de poder haver inovação (…) quando esse mesmo estilo está saturado depois de cerca de 40 a 50 anos de bandas e bandas. Estamos a entrar numa fase de música mais eletrônica, menos rupestre. A introdução da guitarra elétrica e dos órgãos eletrônicos tal como todos os efeitos a eles acoplados. A evolução e renovação musical é uma coisa natural e penso que esteja a acontecer neste momento, apesar de não deixarem nunca de existir boas bandas rock, como nunca deixaram de haver bandas jazz ou bandas de blues. Penso que grupos como os Daft Punk ou LCD Soundsystem marcam essa transição no que toca à boa qualidade”.

“O problema que está em cima da mesa não é que o rock está morto ou chacinado. Está em cima da mesa que o rock está adormecido nas paixões globais e nos fluxos de massas. Isso é o mais importante e os hits vendidos são um bom indicador para esta discussão. O máximo que se ouve nas rádios, hoje em dia, de rock é Blur. O mínimo de rock que se ouvia antigamente era Neil Young. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. O rock está a morrer, obviamente, se os pusermos numa balança com toda a pop shit else. O rock sobrevive, mas não vive”

“O público mudou. Quem manda no mercado hoje em dia são os pré-adolescentes e adolescentes até aos 16 anos. Já ninguém liga às tabelas de vendas. Hoje em dia vende-se um par de cópias esta-se no top. O que está morto é o álbum e o single. O rock está vivo nos palcos (…)”.

“É verdade que o rock não está com a pujança dos anos 70 ou do início de 90, mas já houve no passado alturas em que pessoas aventavam o fim do rock e isso nunca aconteceu. O rock é um estilo que sabe sobreviver e irá certamente passa esta fase pior. Há que notar que existe rock há mais de meio século, ao contrário de estilos como o Hip Hop ou o Rap, bem mais recentes. Outra questão que me parece relevante, para além da quantidade de rock que existe, é a sua qualidade. Vejam o rock que vendia há 20 anos: Guns N’ Roses, Pearl Jam, Nirnava, Metallica, Aerosmith, Motley Crue, etc… Hoje em dia muitos dos artistas catalogados como rock não têm a qualidade destes”.

“Embora não se possa apregoar o fim do rock, devido à sua enorme e dedicada legião de fãs, é verdade que as músicas dominantes nas rádios e na comunicação social tendem a ser cada vez mais Pop ou R&B. O Pop é menos artístico, mais ‘a metro’ o que não tira mérito a quem o faz. Mas a mim o rock transmite-me muito mais sentimento. Tanto o mais pesado, como o mais calmo, como o mais alternativo”.

“Estes estudos não contemplam culturas mais Underground porque essas dificilmente chegam aos tops de vendas. No contexto do universo mainstream, o artigo está bastante correto; e é pelo mainstream que se avaliam as tendências predominantes de uma população geral. O que isto quer dizer é que, embora continue a haver rock, e bem feito, este deixou de fazer parte do grosso da música que se vende. Acabou a era do rock como estilo predominante… Acho que não há como discordar disso; basta pensar que tipo de música é que se ouve na maior parte dos estabelecimentos públicos (que será, obviamente, a que o povo quer)”.

“O rock não está morto, o rock teve um terrível acidente e está completamente desfigurado, temos bandas como 30 Seconds To Mars, Kings of Leon, Muse, Green Day que tentam puxar o rock para um lado mais mainstream, mais comercial (e entendo-os, estão a fazer pela vida). Mas dizer que o rock está morto quando temos bandas como Mars Volta, TV on the Radio, Arcade Fire ou Hold Steady é uma pura estupidez. Por outro lado, as bandas rock de hoje dificilmente conseguirão trazer o estardalhaço que trouxeram os The Rolling Stones, The Beatles, os Pink Floyd e os Grateful Dead, os The Who e os Jefferson Airplane. À medida que o tempo avança e com o desbravamento de novas sonoridades, torna-se mais difícil trazer algo de completamente novo para o género, pelo que de certa forma o rock perdeu um bocado o espírito que lhe estava inerente há 20 ou 30 anos”.

“Por amor de Deus. O rock está bem vivo para quem o aprecia e segue. Vem um Justin Bieber ou uma Lady Gaga nos tops e vão dizer que o rock vem abaixo? Quem aprecia o rock limita-se a comprar o álbum pois irá durar uma vida. Falemos de Pink Floyd, Guns N’ Roses, Led Zeppelin. Agora me pergunto: alguém com cabeça vai comprar um álbum de Lady Gaga, que para o ano já nem se ouve falar dela? É mais prático e barato fazer o download!”

“É verdade que agora o top é dominado pela pop e pelo Hip Hop, mas como pode estar o rock estar morto? Há milhares e milhares de pessoas só no nosso Portugal, que nem é um país com grande tradição rock, a encherem os recintos dos festivais para verem bandas, muitas delas de rock. Há pessoas como eu, como muitos de vocês que continuam a ouvir rock and roll, hard rock, trash metal, grunge, e a idolatrar o estilo de vida, e sobretudo as músicas desta cultura. Tenho 17 anos e é verdade que muita gente da minha geração não percebe patavina de rock e de música mas há muita gente que acaba por descobri-lo e passa a ouvir regularmente e a gostar. Não, o rock não está morto, o problema do rock é que sofreu demasiadas alterações ao longo dos anos, demasiadas plásticas, e esta última não correu nada bem. O rock está a precisar de uma nova operação plástica, de uma identidade mais forte. Por isso toca a pegar nas guitarras e fazer pelo rock e, conseqüentemente, por nós mesmos! (Mas por favor parem de chamar rock a bandas como King of Leon)”.

“Há 20 anos falou-se que o rock tinha morrido. O último álbum a atingir o número um nos EUA tinha sido Pump dos Aerosmith no ano de 1989, durante o ano de 1990 nenhum disco disco de rock tinha conseguido tal proeza. A década de noventa entra e o que temos? Metallica com Black Album , Guns N’ Roses, AC/DC, etc, e toda a grande onda de Seattle”.

“Como é que podem dizer que o rock morreu? Vejam-se bandas como Arctic Monkeys, The Strokes e The Horrors que estão para lançar álbum este ano. Ou até casos como o de Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Nirvana, etc, de quem continuam a ser lançadas novas coisas (se não se vendessem não as colocariam no mercado). Apenas se vai ouvindo aquilo que dá mais jeito, estamos numa sociedade cada vez mais vazia em que a primeira coisa que nos aparece à frente é altamente; adolescentes e pré-adolescentes, na sua maioria, que se deixam levar por uma série ranhosa só porque é moda há meia dúzia de anos vê-la. Há cada vez menos jovens a procurar a SUA cultura”, JPedroS

 

Rock!

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