Liberdade para Julian Assange


Julian AssangeO editor do portal WikiLeaks está preso na Inglaterra sob a falsa acusação de “estupro”. É preciso defender Julian Assange e o WikiLeaks da criminosa campanha do imperialismo e denunciar a manobra, a conspiração e a trama, elaborada em conjunto pelo “democrático” governo dos EUA e os demais países imperialistas contra o direito dos povos de saber a verdade sobre seus crimes monstruosos e cotidianos.

Está preso na Inglaterra desde segunda-feira, dia 7, o editor do portal WikiLeaks, Julian Assange, que começou no final do mês passado a publicar mais de 250 mil documentos secretos das embaixadas norte-americanas espalhadas pelo mundo.

Julian AssangeNa última quinta-feira, dia 9, cinicamente, o Departamento de Estado norte-americano “comunicou” ao governo brasileiro que Assange não estava detido em função das acusações feitas contra si sobre a divulgação dos documentos pelo portal WikiLeaks. Segundo os artífices da diplomacia secreta, da espionagem e do jogo duplo expostos amplamente pelas revelações feitas no portal WikiLeaks, Assange estaria detido na Inglaterra sob a acusação de estupro e nada mais. A “explicação” apresentada pelo governo norte-americano veio após Lula ter falado publicamente em defesa de Assange durante um evento empresarial mais cedo no mesmo dia.

Julian Assange

Assange será mantido atrás das grades, sem acesso a computadores e com apenas uma hora por dia para se reunir com seus advogados e apresentar sua defesa diante das acusações feitas pelo governo da Suécia. Vítima de uma armadilha montada pelo imperialismo, Assange se entregou à polícia nesta semana temendo as ameaças de morte feitas pelos elementos mais direitistas do Partido Republicano nos EUA e seus aliados Conservadores internacionalmente. Ao ser detido sob a acusação de ter molestado sexualmente duas mulheres na Suécia, teve seu direito à fiança negado pelo tribunal de primeira instância de Westminster, em Londres e deverá aguardar sob custódia da polícia até a próxima audiência no dia 14. O motivo oficial para a recusa a que o editor do WikiLeaks possa responder em liberdade às acusações é a suposta possibilidade de que ele “fuja do país”.

Julian AssangeTodo o processo conduzido contra Assange está baseado em mentiras. Sendo ele, evidentemente, o centro de uma crise política, não se pode considerar de maneira nenhuma que a acusação de “estupro” não esteja subordinada a intenção declarada do próprio governo norte-americano de silenciá-lo e puni-lo por ter exposto seus segredos diplomáticos. A acusação de “estupro” movida pela justiça sueca contra ele é apenas uma cobertura para a falta de substância das acusações pelas quais o governo norte-americano quer mantê-lo na prisão: traição e espionagem. Assange é cidadão australiano e não poderia, portanto, trair uma pátria que não é a sua. O editor do WikiLeaks também não tem qualquer participação direta no vazamento dos documentos secretos das embaixadas, ou qualquer outro que seu portal tenha divulgado. Ele apenas é o responsável por ter exposto ao público tais documentos e, neste sentido, seria tão “criminoso” quanto os editores do norte-americano New York Times, do francês Le Monde, do espanhol El País, do alemão Der Spiegel e do britânico The Guardian, que também estão publicando os mesmos documentos.

Julian AssangeO imperialismo procura justificar suas ações e fabricar provas, um processo, a acusação e chegar a uma pena possível de ser executada contra Julian Assange. Terá a mesma rapidez ou disposição para enquadrar como criminosos – e em escala muito maior – os agentes da Shell infiltrados no governo nigeriano para roubar o petróleo do país africano; os responsáveis pela empresa de segurança DynCorp que prostituiu garotos de 8 a 15 anos de idade para policiais no Afeganistão; a alta cúpula do Departamento de Estado norte-americano, incluindo sua secretária, Hillary Clinton, por ter instruído os diplomatas dos EUA e espionar os membros do Conselho de Segurança da ONU? Evidentemente, não. A grotesca farsa montada para incriminar Julian Assange e mantê-lo preso é uma cobertura para estes e muitos outros crimes monstruosos cometidos pelo governo dos EUA e seus aliados internacionalmente que foram e estão por ser revelados pelos documentos divulgados no WikiLeaks.

Este jornal defende, sem qualquer ressalva, o direito de Julian Assange e dos editores de qualquer outro jornal de publicarem o que bem entenderem. Defendemos também Julian Assange da criminosa campanha montada pelo imperialismo para coagi-lo a se entregar e mantê-lo preso em um processo que só pode ser definido precisamente por uma única expressão, uma “farsa política”.

 

Fonte: Jornal da Causa Operária.

Uma resposta to “Liberdade para Julian Assange”

  1. olá annónimo 🙂

    Estamos juntos nesta luta, como dizem “We are all, we are one. and never forget”.

    Por isso dá uma espreitadela na operação que comçei ontem com o sugestivo titulo: “Strke the Beast, do not fee them”. È este o caminho. 🙂 ou um deles 🙂

    Sayonara

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