O que ainda surpreende no Metal


Heavy MetalO segundo semestre de cada ano geralmente é bastante movimentado no mundo da música e, com o Rock e com o Metal, não poderia ser diferente. Não passa uma semana sem que algum festival ou show (nacional ou internacional) seja marcado e praticamente nem um dia sem lançamento de discos.

Heavy MetalTodos os medalhões do gênero parecem acordar e se fazem presentes de um jeito ou de outro nessa época do ano. Às vezes, é só mais do mesmo. Às vezes, nos surpreendemos. Na agenda de shows, por exemplo, temos previstas repetições como Lacrimosa, Scorpions, Therion, Twisted Sister, Sonata Arctica, Rush e Green Day, além do já local Paul Di’anno.

A não ser que você seja filho do Eike Batista, será preciso escolher. É impossível comparecer em todos. Talvez o Cradle of Filth e Rammstein façam shows interessantes. Já Bon Jovi, Jeff Beck e Europe eu considero imperdíveis. Mesmo assim, é preciso pensar bem, uma vez que o preço de um ingresso hoje é quase a metade de um salário mínimo (fora o estacionamento).

Heavy MetalEm relação aos lançamentos recentes, tivemos o paradoxo do Iron Maiden. Um disco inédito deles já era algo esperado para esse ano, mas “The Final Frontier” chegou ao topo das paradas britânicas. Tudo bem que o boato de que este seria o último da carreira impulsionou as vendas, mas, nessa altura da vida, é surpreendente. Ozzy também lançou o seu “Scream” que, embora seja um dos melhores desde “Ozzmosis”, não chegou a deixar nenhum fã de olhos arregalados.

A grande surpresa no quesito “álbuns novos” este ano é a retomada do Metal nacional. Não estou, porém, me referindo a “Aqua”, do Angra. Surpreendente mesmo é o retorno de três grandes nomes, cada um deles mestre em seu gênero: Madgator no Hard Rock; Taurus no Thrash Metal e Wizards no melódico.

Heavy MetalOutro fato que continua me surpreendendo é a quantidade de bons programas, documentários, livros e filmes que estão sendo feitos sobre Metal – tema da coluna passada. Soube que a dupla Sam Dunn e Scot McFayden está agora produzindo uma série chamada “Metal Evolution” para o ano que vem – em que cada um dos 16 episódios abordará uma divisão do Metal.

Além disso, a VH1 tem levado ao ar na TV a cabo, aqui no Brasil, o divertido “That Metal Show”. Trata-se de um programa de variedades sobre o gênero apresentado por Eddie Trunk, famoso radialista americano, e que conta sempre com um convidado especial (Duff McKagan, Geoff Tate, Nuno Bettencourt e Vinnie Paul foram os mais recentes).

Heavy MetalEmbora eu já não me surpreenda, vale mencionar ainda a recente turnê conjunta e a reaproximação de Dave Mustaine com os antigos desafetos Lars Ulrich, James Hetfield e Kerry King. Hoje todos parecem até civilizados e são uma fofura só uns com os outros. Isso, é claro, até algum deles ter um novo ataque bipolar.

Até o fim do ano, muita coisa ainda vai acontecer. E se dá para prever algo, são as inúmeras e infinitas discussões que os fãs mais radicais travarão com o resto da humanidade sobre os novos discos do Iron Maiden e do Angra. Afinal, certas coisas não vão mudar nunca.

 

Fonte: Rafael Sartori, da redação TDM.

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