As bases para a campanha de calúnias contra Julian Assange


Julian AssangeRevelações feitas nesta terça-feira apontam as acusadoras de Assange no processo movido pela Justiça sueca por “estupro” e “violência sexual” estão ligadas direta e indiretamente a organizações dirigidas pela CIA em Cuba.

O portal “Argenpress” publicou nesta terça-feira dois artigos que dão indicações de que uma das mulheres envolvidas na acusação movida pela Justiça sueca contra o fundador do portal WikiLeaks, Julian Assange, é uma colaboradora da CIA e de outro ativista “anticastrista”, Carlos Alberto Montaner.

Segundo telegramas que relatam o ocorrido na Suécia, Anna Cardin, a “reclamente oficial” no processo movido contra Assange, e sua amiga, Sofia Wilden, a primeira a supostamente a se queixar do “abuso” à polícia, estariam ambas envolvidas em atividades financiadas pela USAID e controladas pela CIA.

Assange teria praticado sexo sem preservativo e mantido encontros íntimos com as duas mulheres na mesma semana. A “acusação” foi manipulada e distorcida até chegar à imprensa como uma denúncia de que o editor de WikiLeaks teria “estuprado” e “forçado” duas jovens a manter relações sexuais com ele.

As queixas ganharam as páginas da revista norte-americana Newsweek em agosto, alguns dias depois de a primeira leva de documentos secretos do Pentágono – contendo revelações sobre as operações militares no Afeganistão – foi divulgada no portal WikiLeaks.

Anna Cardin – a acusadora oficial – nasceu em Cuba e escreve artigos contra Fidel Castro e seu país e de origem em publicações financiadas pela USAID, organização de fachada para a intervenção da CIA em assuntos externos. Sofia Wilen, de 26 anos, quem primeiro denunciou Assange por “estupro”, o perseguiu como uma “groupie” e agiu, ao que tudo indica, por vingança porque o editor de WikiLeaks não teria telefonado a ela no dia seguinte.

Os acusadores

Em outro artigo baseado nas informações coligidas pelo jornalista Jean-Guy Allard, do jornal cubano Granma, os demais “acusadores” de Assange e do portal WikiLeaks são enumerados:

  • Um grupo anônimo que declara ter estado “dentro do WikiLeaks” publicou na internet uma nova página repleta de “revelações” sobre o passado e o presente de Assange, afirmando que este vive luxuosamente na África do Sul com os fundos doados.
  • Outro é a política islandesa, Brigitta Jonsdottir, que se apresentou falsamente como “porta-voz do WikiLeaks” e convidou Assange a “dar baixa” e abandonar o WikiLeaks.
  • A organização pseudo-progressista Repórteres Sem Fronteiras atacou Assange por supostamente colocar em perigo as vidas de agentes secretos norte-americanos inocentes no Afeganistão. Apesar de seu nome esquerdista, o Repórteres Sem Fronteira é uma organização privada que recebe fundos governamentais dos EUA para financiar sua campanha pela desestabilização de Cuba.

 

Fonte: Jornal da Causa Operária.

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