Depois de Tropa de Elite 2, Federal chega a constranger


Depois de Tropa de Elite 2, Federal chega a constranger“Federal”, a estreia na direção de longas de ficção de Erik de Castro, é uma produção amadora e muito, mas muito picareta. No pior sentido do termo. E nem me refiro ao fato de tentar comer pelas beiradas, seguindo o rastro do sucesso de “Tropa de Elite 2″, que pode ter deixado o público pensando que todo filme policial brasileiro agora é muito bom. “Federal” é uma obra ruim em todos os aspectos.

Detalhe é que o longa foi filmado em 2006 e só agora foi lançado nos cinemas. Talvez estivessem tentando arrumar a presepada que fizeram na sala de montagem. Em vão.

Depois de Tropa de Elite 2, Federal chega a constrangerO som é tão ruim que não dá pra ouvir as falas de Selton Mello e mesmo os diálogos em inglês, aproveitando a boa vontade de Michael Madsen (“Kill Bill”) no elenco, são constrangedores.

Há certos momentos em que não se entende patavina do que está acontecendo, tal a falta de capacidade do diretor, dos roteiristas e do montador de saberem juntar os cacos e contar pelo menos uma história com algum sentido. Além do mais, as cenas de ação – tiroteio, luta corpo-a-corpo, perseguição – são bem toscas.

Depois de Tropa de Elite 2, Federal chega a constrangerNão dá nem sequer pra fazer uma sinopse do filme, pois é tudo uma confusão dos diabos. Mas aqui vai uma tentativa de descrição dos personagens: Carlos Alberto Ricelli interpreta um policial veterano, daqueles que gostam de usar métodos dos tempos da ditadura. É casado, tem uma mulher grávida e carinhosa em casa. Selton Mello é o policial mais jovem, que não curte muito esse negócio de pegar informações usando sacos na cabeça das pessoas, mas que é adepto de cocaína de vez em quando.

Depois de Tropa de Elite 2, Federal chega a constrangerOs outros dois amigos que fazem parte do quarteto de federais acabam se tornando quase figuração. O elenco destaca ainda o músico Eduardo Dusek, que vive um sujeito corrupto, o líder do tráfico em Brasília e que faz negócios com o americano Michael Madsen.

Pra não dizer que nada se salva, há uma beldade em duas cenas sensuais: a colombiana Carolina Gómez. Mas nada que justifique a ida ao cinema.

 

Assista ao trailer oficial

 

Fonte: Escrito por Ailton Monteiro. Ailton Monteiro tem 37 anos, é professor e vai ao cinema com frequência desde os 16 anos de idade. Mantém o blog Diário de um Cinéfilo, premiado com o Quepe do Comodoro de melhor blog de cinema em 2004.

Uma resposta to “Depois de Tropa de Elite 2, Federal chega a constranger”

  1. mariana meyer Says:

    a crítica demonstra uma completa ignorância cinematográfica. chega a ser inacreditável… assisti o filme em salvador. adorei. tensão do início ao fim. ao contrário do escrito gostei muito do desenho de som e da musica do filme. espero o federal 2. o filme me lembrou bastante os filmes policiais americanos dos 70/80 como serpico e um crítico mencionou o viver e morrer em LA como referencia de fotografia. ótimo. recomento assistir. o nosso querido ailton monteiro talvez não tenha entendido o filme por falta de um narrador explicando o filme do começo ao fim.

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