Manual do político honesto


Manual do poítico honesto

O político honesto é antes de qualquer coisa 100% transparente. Como já enfatizamos neste espaço, o homem público decente não teme que todos os seus atos no exercício do cargo sejam absolutamente explícitos. E a tecnologia nos dá infinitas possibilidades para isso. Um mandato transmitido em tempo real via web – com câmeras espalhadas pelos gabinetes e acompanhando todos os passos do mandatário –, por exemplo, é algo realmente fácil de conseguir hoje em dia. Seria a máxima de George Orwell ao contrário: o povo de olho em quem votou.

George OrwellPolítico honesto é totalmente 2.0. Também utilizando as novas tecnologias, o mandato deve estar absolutamente conectado com a realidade das redes colaborativas da internet. Cada eleitor que queira imediatamente interferir em um projeto de lei ou sugerir ações para seu representante poderá entrar no site do político e editar suas ações. Tudo muito rápido, sem burocracia nem intermediários. Conexão direta e honesta.

No plano ideológico, o político honesto é fiel às suas convicções. Durante a campanha, deve aprofundar as discussões sobre suas propostas, divulgá-las exaustivamente e se comprometer publicamente a trabalhar duro pela efetivação delas, sob pena de perder seu mandato. Não existe honestidade se o discurso é um e a prática é outra. E, num ambiente transparente e acessível, o acompanhamento e a cobrança vão existir sempre por parte dos eleitores.

Coisas impossíveis

Charge do Político HonestoNo que diz respeito aos valores da sociedade, o político honesto deve estar inserido no seu tempo, ou seja, não pode ludibriar a população com causas e discursos presos ao passado. Deve olhar para o futuro, se distanciar de radicalismos e verdades absolutas, buscar a atuação eficiente do Estado e não cair em bobagens populistas. Honestidade é também saber o que se pode de fato fazer e não prometer coisas impossíveis em busca de votos ou popularidade.

É absolutamente compreensível o descrédito geral em relação à política. Mas, ao mesmo tempo, percebam que enquadrar nossos representantes em um universo de honestidade – o que mudaria toda a lógica de nossa sociedade – não é tão complicado assim.

Nas próximas eleições, tenhamos em mãos o manual do político honesto para lembrarmos na hora do voto que político bom é político transparente, acessível, fiel a suas ideias e ciente de suas possibilidades.

Chupado do site da revista Trip (http://revistatrip.uol.com.br/). Reproduzido da coluna publicada na edição da Revista Trip que debate Honestidade.

Uma resposta to “Manual do político honesto”

  1. Thiago L. de Souza (Naga) Says:

    Falam por aí que bandido bom é bandido morto, e o político certas vezes assume este papel, mas ninguém deve morrer não, todos temos o compromisso de sermos políticos, e queira ou não, ela está envolvida em tudo, políticas de Estado, políticas de Empresas, Regras, e ela promove a criação do pensamento público, transparência é algo raro em Brasília hoje em dia, político que se preza parece que tem a obrigação de se omitir a tudo, salve algumas raras exceções.
    Mas é como dizia Maluf:
    “Não foi eu”, “Não estava nem aqui”, transparência política e honestidade é algo a ser revisto, assim como reforma tributária, saneamento, saúde e escola, mas vamos aprendendo com os séculos, e nós somos quem mandamos, e antes de mais nada, antes de questionar um político e sua honestidade e promessas, que avaliemos as nossas primeiramente!
    Político bom não é político morto, pois ele representa o povo, e um povo sem política e políticos, acaba por si só sendo morto!!

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