Bergman e o cinema da verdade


BERGMAN

Famosa cena do filme O sétimo Selo

O que nos pode sugerir como forma arbitraria de pensamento algo que supriu da essência da fonte do fator psicológico humano para compor trechos da suprema arte visualmente precedida. Como algo que nos força a objetivar o pensamento pelas ideias e criatividades de uma só concessão, feitas pela presença do bem mais divino do ser – humano, a criatividade.

Com as variações mútuas de quem diagnostica as profundezas da dúvida e sua ambiguidade, levado pelos motivos do questionamento da crença e de todo dogmatismo que eleve o lado psicológico para aprimoramento e contemplação da criação da mais bela representação perante nossos olhos.

Como questionar Deus, a vida, e as condutas que regem nossa perversa sanidade societária e mental, o estudo do homem como ser perante a sociedade que o taxa de muitos adjetivos, e que ao final refletem sinônimos das maiores fraquezas humanas, de seus mais privados pensamentos, e de sua própria auto complacência. No mesmo âmbito, a representação da experiência, criar arte para especulação criativa sobre a tutela de experimentação, da mesma forma que consentimos para experiências próprias e também pessoais.

Da forma de expressar a arte como um artifício para chegar até as emoções mais concebíveis, indagar o conhecimento, o comportamento e a perversidade humana, representação claustrofóbica e dicotômica das maiores mazelas daquilo que conhecemos por alma e condição humana.

Seria, praticamente, a quebra da filosofia intelectual para o estudo das situações reais feitas em torno da verdadeira filosofia, das pessoas que a indagam sobre os processos de suas vidas, em simulações criativas para demonstração dos questionamentos mais antigos do mundo, e que sempre se mantém modernos ao mesmo tempo.

Ao conhecermos o cinema de Bergman, tudo nos remete a uma adoração maior pela arte cinematográfica, pois sua composição e artifícios usados nos levam as maiores presenças da arte expressa para o estudo do próprio conhecimento humano, é a filosofia detalhada em situações, seja no século que for, e que exprime a forma de vida do homem perante as emoções e os sentimentos, sendo isto para âmbito universal e que sempre perpetua na aprendizagem humana por séculos a fio.

Seu cinema era uma experiência como ele mesmo afirmava, e do mesmo modo, é uma experiência para nos espectadores, que alem de presenciarmos a arte em conjunto aos sentimentos humanos, podemos sempre vivenciar em seus filmes a capacidade do artista em gerar seu bem maior, a criatividade, e nisso Bergman pode ser taxado por nós como gênio.

Ao longo de seus 89 anos de vida e 60 de atividade cinematográfica, contando desde seu primeiro filme, o diretor Sueco Ingmar Bergman nos exprimiu em suas obras as maiores interpretações sobre o sentimento da alma do ser – humano, a dúvida como precedente narrativa e o questionamento como enredo, sendo a base de inspiração primordialmente o teatro.

É como se competisse conosco em uma partida de xadrez como em seu filme “O sétimo selo” que o protagonista desafia a morte pessoalmente para uma partida, onde sua maneira criativa nos inibe de jogar e nos atenta a ficar apenas contemplando sua arte em uma desenvoltura dialética e carregada de criação.

Ao longo de seus filmes sempre trabalhou com grandes atores e atrizes, na sua maioria também sueca, como Bibi Anderson, Liv Ullmann, com quem teve uma filha, Ingrid Bergman, maior nome feminino do cinema sueco, e seu ator de maior repercussão em seus filmes Max Von Sydow, ator reconhecido por seu papel como padre Merrin em “O Exorcista” de William Friedkin, e também atuou em outros filmes americanos como, “Hanna e suas irmãs” de Woody Allen, “Minority Report” de Steven Spilberg, e nos recentes “Ilha do Medo” de Martin Scorsese, e “Robin Hood” de Ridley Scoot, sendo todos estes diretores, grandes admiradores do cineasta Sueco.

Morreu em 2007 no dia 30 de julho na ilha de Fårö na Suécia, onde residia e também onde filmou a maioria de seus filmes, junto com ele no mesmo dia morreria o cineasta italiano Michelangelo Antonioni, outro grande percussor da arte do cinema, onde quem saiu perdendo na história toda fomos nós, apreciadores do cinema e desta força criativa que a compõe que são os diretores de cinema, e Bergman é um grande exemplo disto em meio a outros grandes nomes.

Como nas palavras de Jean-Luc Godard cineasta francês e grande representante e percussor da nouvelle vague, junto com François Truffaut: “O cinema não é um ofício. É uma arte. Cinema não é um trabalho de equipe. O diretor está só diante de uma página em branco. Para Bergman estar só é se fazer perguntas; filmar é encontrar as respostas. Nada poderia ser mais classicamente romântico”.


Filmografia de Ingmar Bergman

Filmes sobre Bergman

“A ilha de Bergman”, dirigido por Marie Nyerod, que emocionou o público na amostra de cinema de SP, sendo um retrato intimista e fascinante sobre este maior gênio que o cinema já teve (documentário).

    Livros

    “Imagens – Ingmar Bergamn”, um bom livro também para conhecermos mais sobre o cinema de Bergman, da editora Martins Fontes, e traduzido por Alexandre Pastor.

      Recomendações do Naga

      Basta um único filme para começarmos a prestar mais atenção no cinema de Bergman, “O sétimo Selo”, obra fundamental de sua filmografia, e através deste acredito que qualquer admirador de cinema irá procurar saber mais sobre seus filmes.

      Escrito por Thiago Luis de Souza. Naga é membro Clube do Rock, sendo diretor financeiro e um dos organizadores do Ilhota Rock Festival.

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