Golpe de Estado


Golpe de Estado

Golpe de Estado
Golpe de Estado

Golpe de Estado

As notícias recentes sobre o Golpe de Estado deixaram os fãs um pouco preocupados. Afinal, o baterista original e um dos grandes nomes do instrumento no país, Paulo Zinner, havia deixado a banda junto com o vocalista Kiko Muller. Por isso, o anúncio de um show do Golpe com novos integrantes despertou a curiosidade de todos que admiram e acompanham a banda. E eu sou um deles.

Nenhum lugar poderia ser melhor para mostrar que o Golpe de Estado continua vivo do que a região do Grande ABC, local onde o grupo sempre teve uma imensa base de fãs. Pena que o lugar específico para o show não foi bem escolhido. O Salvador Dali é um bar bonito, mas com um equipamento de som ruim e um palco minúsculo.

Antes do Golpe subir ao palco, o público pode ‘curtir’ clássicos pop dos anos 80 e da dance music do início dos anos 90, graças ao DJ que provavelmente não sabia que aquela era uma noite de Rock n’ Roll. O primeiro show da noite foi da banda Sim Sra., que apresentou covers de Uns e Outros, 365, Radiohead, Pearl Jam e Deep Purple.

Mas afinal, a noite era do Golpe de Estado. Inicialmente foi divulgado que neste show o grupo contaria com o baterista Ivan Busic (Dr. Sin) e o vocalista Rogério Fernandes, do Carro Bomba, que também fez parte do Golpe no final dos anos 90. Mas a noite foi de novidades e experimentações.

A alegria de Hélcio Aguirra (guitarra) e Nelson Brito (baixo) era visível por estarem de volta ao palco e apresentando as novidades do Golpe. A primeira delas é Roby Pontes, baterista de 30 anos de idade que já tocou nas bandas Stoned, Pepe Bueno e Klatu, entre outros projetos. O músico não fez feio e conseguiu se adaptar ao posto que tem o peso de ter sido de um dos maiores bateristas do Brasil.

Além de tocar as músicas seguindo as partes originais, Roby Pontes mostrou que baterista pode sim ser carismático e agitar o público. Pelo menos nesta primeira prova, o baterista passou sem dificuldades.

Em relação ao vocal, as coisas são um pouco menos fáceis. Como anunciado, Rogério Fernandes estava lá e assumiu o microfone, porém, infelizmente, foi apenas uma participação especial. O vocalista está em processo de pré-produção do novo disco do Carro Bomba e em breve entra em estúdio para registrar o material. Seus outros compromissos parecem que dificultam sua efetivação à frente da banda.

Rogério Fernandes continua com a voz em ótima forma e deu início ao show – que só começou às 2h00! – com “Todo Mundo Tem um Lado Bicho”, uma das duas músicas que gravou com o Golpe como bônus do álbum “10 Anos Ao Vivo”. Pena que o trabalho daquela época não teve continuidade.

A banda não tinha um repertório definido e por isso as músicas tocadas foram escolhidas ali na hora, com a ajuda dos fãs que se aglomeravam à frente do palco. “Quantas Vão”, “Sem Ser Vulgar”, “Não Faz Mal” e “Zumbi” foram tocadas na sequência. Então a banda apresentou Roby Pontes que fez um solo empolgado, tocando até sem baquetas, com as mãos. Foi ovacionado pelos fãs e mostrou que foi a escolha certa.

Após essa primeira parte, Rogério Fernandes chama ao palco o vocalista Dino ‘Rocker’, 27 anos, integrante da banda Johnny Brechó, onde desempenha um bom trabalho. O cantor é a aposta de Hélcio e Nelson para o posto oficial de vocalista do Golpe de Estado, mas ele só deve ser confirmado no grupo após alguns testes como este na noite de sábado.

Talvez precisem de muitos testes e ensaios, porque, à princípio, Dino não parece se encaixar no som do Golpe de Estado. Com uma performance que parece uma mistura de Scott Weiland (Stone Temple Pilots) e Steven Tyler (Aerosmith), Dino dividiu opiniões ao final do show.

No decorrer da noite a banda apresentou ainda “Nem Polícia, Nem Bandido”, “Paixão”, “Forçando a Barra” e “Cobra Criada”. Em diversos momentos Dino e Rogério dividiram o espaço do palco em duetos.

Nelson Brito assumiu o microfone para agradecer ao público que se mantém fiel ao Golpe e contou que a música seguinte seria uma homenagem ao músico e compositor Zé Rodrix, do trio Sá, Rodrix & Guarabyra, falecido no ano passado. A agradável surpresa foi uma versão para “Mestre Jonas” que, segundo Nelson, o Golpe de Estado nunca tinha apresentado ao vivo.

Para cantar “Libertação Feminina” Helcio Aguirra chama ao palco Luis Fabian, que divide o microfone com Rogério. “Caso Sério”, “Nem Polícia, Nem Bandido” – pela segunda vez – e “Não é Hora”, encerraram a apresentação.

O Golpe de Estado sobreviveu ao desfalque do vocalista original, Catalau, nos anos 90, algo que muitos nem acreditavam que seria possível. Afinal, Catalau era a personificação do Rock n’ Roll no palco. Para o bem e para o mal. E foi o lado ruim da coisa que acabou causando o afastamento do cantor.

Agora, ao completarem 25 anos de carreira, Hélcio Aguirra e Nelson Brito mostraram que – com sangue novo – podem muito bem continuar a escrever a história do Golpe de Estado, sobrevivendo aos recentes momentos de caos. E, quem sabe, com sangue nem tão novo à frente da banda.

Fonte: Chupado na internet sem autorização. Rock!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: