Vício Frenético


Vício Frenético (Original)

Vício Frenético (Português)

Porque assistir a Vício Frenético, apesar do título diferente do original em inglês “the bad lieutenant, port of call New Orleans”. Será somente por termos Nicoals Cage, Eva Mendes, Val Kilmer e o Rapper Xzibit nos papéis principais, ou ainda, por ter Werner Herzog de “O Sobrevivente”, “O Homem Urso”, “O Enigme de Kasper Hauser”, entre outros títulos, como diretor? Sejá o que for que levará alguém a assisitir este filme, saiba que estamos diante de uma original e realmente fascinante obra dentro do contexto de roteiro, jogo de câmera e atuação.

Muito bem, a história se passa na cidade de  New Orleans e começa com uma cena de um preso quase submerso na cela após o furacão katrina. O Sargento interpretado por Nicolas Cage salva o preso, mas como consequência danifica sua coluna e passa a sentir dores e a andar meio encurvado diante deste problema, é promovido a Tenente por sua bravura e ai em diante as coisas começam a desandar. Passa então a ficar viciado em medicamentos e drogas ilícitas o que o leva a um estado frenético de nervosismo e impaciência, a impressão que temos é de que a qualquer hora o personagem pode explodir, de acordo com o uso das drogas, e também das situações a qual se envolve.

Rouba dorgas do departamento de apreensão, cuida do pai e da mãe com problemas de álcool, aposta em jogos de futebol americano, cuida da namorada que trabalha como prostituta, e tudo se mistura quando fica a cargo do caso de assassinato de uma família de afro-americanos que atuam em pontos de drogas, onde a vida de tenente se mistura com a vida pessoal, isso em meio às grandes dosagens de drogas, reviravoltas e iguanas, que aparecem de maneira lúdica, exemplificando o real do surreal.

Do clima policial e de filmes Noir dos anos 60, temos um filme original e bem desempenhado, onde tudo é amarrado na trama, o que nos remete a pensar quem ainda há inteligência e inovação simples em Holywood. Do começo ao fim o filme é surprendente, pela forma crua de mostrar os fatos, e pela simplicidade como faz o fechamento ao final.

Ponto forte do filme é a atuação de Cage, que nos últimos anos vinham protagonizndo altas produções com atuação fraca e sem visibilidade. Em filmes que remetiam a pieguice e exagero, seu último filme considerável e muito bom por sinal foi “Adaptação”, dirigido por Spike Jonze, diretor do também fantástico “Quero ser John Malkovich”, e que merece destaque futuro nesta coluna, e roteirizado por Charles Kaufmann, dos dois já citados e “Confissóes de uma mente perigosa’ dirigido por George Clooney, e “Brilho eterno de uma mente sem lembranças” de Michel Gondry, ao qual o roteiro ganhou o Oscar.

Sua atuação é perfeita no perfil do protagonista exigido pela trama, nos transmitindo toda a inquietação e nervosismo entendido, o cara parece uma pilha pronta a estourar! E sobre a batuta de Herzog, grande diretor alemão, premiado e considerado um dos melhores de sua geração, mantém o flme no ritmo certo, sem exageros e de forma orquestral.

Bem! Acho que por isso vale a pena ver o filme, por se tratar de algo que você já viu em milhares de outros filmes, mas aqui, verá de froma nova e interessante, outros pontos de vistas. Poderá ainda, conferir o trabalho de um grande diretor de cinema, uma das melhore atuações de Nicolas Cage em tempos, sendo as melhores em “Arizona nunca mais” de Joel e Ethan Coen, “Coração Selvagem” de David Lynch, “Despedida em Las Vegas” de Mike Figgs e a qual ganhou o oscar de ator, “O selvagem da Motocicleta” de seu tio Francis Ford Coppola, “Adaptação” de Spike Jonze já citado e também em “O Senhor das Armas”.

Pois bem, seriam estes os motivos e citações que podem ser levadas em conta ao asitir este filme, e se acahrem que falei besteira, que viajei, que não é nada disso, fiquem a vontade a questionar-me!

Forte abrações a todos.

Escrito por Thiago Luis de Souza, o Naga, é membro Clube do Rock, sendo diretor financeiro e um dos organizadores do Ilhota Rock Festival.

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