Placebo faz show em São Paulo


Placebo em São Paulo

De volta ao Brasil para uma série de shows, o trio composto por Brian Molko, Stefan Olsdal e Steve Forrest trouxe aos fãs a turnê “Battle for the Sun”. O show desse sábado, 17, em São Paulo, fechou a turnê pelo país.

DOSE DE ROCK N’ ROLL

A abertura da noite ficou a cargo da banda paulistana Superdose que fez uma curta e competente apresentação. O quinteto aproveitou muito bem sua meia hora e diante de uma platéia que começava a se avolumar mandou seu som sem muita conversa.

Com um rock que às vezes pende para o pop, mas cuja maior força se mostra na verve rock n’ roll, o grupo tocou para os fãs que arrastou para o Credicard Hall: meninos e meninas bonitas que acenavam para os integrantes e gritavam o nome da banda nos intervalos entre as canções.

Destaque para “Cidade Luz”, faixa-título do novo álbum da banda, que faz uma homenagem à cidade de São Paulo. Rolou até uma bandeira do município estendida nos ombros do vocalista João Frugiuele. Ao final da apresentação, os integrantes jogaram CDs para o público. A idéia é muito boa, mas é difícil medir sua eficácia já que as pessoas que pegaram os CDs, pelo visto, já eram fãs ou amigos da banda.

UM POUCO DE LUZ

Mal a banda de abertura sai do palco e uma numerosa equipe começa a ajustar o cenário para o Placebo. E vale comentar isso porque chamou a atenção a quantidade de roadies, técnicos e instrumentos musicais utilizados na apresentação. Brian Molko e Stefan Olsdal trocam os instrumentos praticamente a cada canção. Dos músicos que acompanham o Placebo, vale mencionar Fiona Brice que se divide entre o teclado e o violino, além de fazer vocais de apoio. Mas vamos ao show.

Pouco antes de o relógio marcar 22h00, as luzes se apagam e uma introdução sonora dá início ao grande show da noite. O telão que toma toda a parede do fundo do palco mostra o eclipse solar que compõe a temática do álbum “Battle for the Sun”. A casa não está cheia, há cerca de 4 mil pessoas presentes.

É a enérgica “For What it’s Worth” que abre a noite fazendo o público dançar. O Placebo emenda “Ashtray Heart” e “Battle for the Sun”. A luta por um pouco de luz de que fala o mais recente disco fica evidente no palco e nas palavras “New Tomorrow” impressas no bumbo da bateria de Steve Forrest que também apontam para a esperança. Saem a melancolia, a dor e as sombras e uma energia emana das canções ao vivo que atingem em cheio o público predominantemente jovem.

Um Brian sem muitos adereços pouco falou com o público paulistano. Fez alguns agradecimentos e anunciou uma ou outra canção. Somente para introduzir “Speak in Tongues” é que o vocalista conversou com a platéia. Contou que viu na TV brasileira um canal que transmitia um pastor falando de Jesus e que isso o lembrou de quando era criança e a mãe o levava à igreja, onde ele aprendeu que as pessoas podem ‘falar línguas’ – uma referência ao Pentecostes.

Ao vivo, a fase alegre do Placebo rende momentos de euforia na platéia, mas também há espaço para climas densos em “Follow The Cops Back Home” e “Meds”. O ‘hit’, “Every You Every Me”, a bela e triste “Song to say Goodbye”, “Special K”, “Breathe Underwater”, “Julien”, “Devil in the Details” e “The Never-Ending Why” foram outros pontos altos do repertório.

O belo show do Placebo termina após exatos 90 minutos com uma versão mais carregada e pesada para “Taste in Men”. Aplaudido e ovacionado, o trio, junto aos músicos de apoio, encerra a noite unindo as mãos num agradecimento que é quase uma reverência.

Fonte: Lizandra Pronin, da redação TDM – http://territorio.terra.com.br/shows/?c=896.

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