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Festival Grito Rock traz Macaco Bong para Balneário Camboriú neste sábado

Postado em Festival de rock com as tags , , , , em 15/03/2012 por Ilhota Rock Festival

Festival Grito Rock traz Macaco Bong para Balneário Camboriú neste sábado

O rock independente da região estará em evidência neste sábado, dia 17, quando acontece em Balneário Camboriú o Grito Rock, maior festival integrado da América Latina. Organizado pela produtora Válvula Rock, o evento terá três atrações a partir das 22h no Santa República Pub, na Avenida Brasil (nº10). Além de espaço para grupos locais, o Grito Rock terá a participação dos cuiabanos de Macaco Bong, considerados atualmente uma das melhores bandas independentes brasileiras, mesclando vários estilos em um som instrumental cheio de energia e técnica.

Além do Macaco Bong, as bandas de hardcore locais Fatal Blow e Resound abrem o evento, previsto para iniciar as 22h.  Os ingressos para o show estão sendo vendidos ao custo de R$15 na loja Three Cool Cats (Av. Brasil, 820), em Balneário Camboriú. Na hora do evento, as entradas custam R$20.

Este será o segundo ano consecutivo que o Válvula Rock organiza o Grito Rock na região. No ano passado, a produtora organizou o evento em dois dias na Avenida Beira-Rio, em Itajaí. O Grito Rock é uma realização da Rede Fora do Eixo e em 2012 acontece em 200 cidades espalhadas por 15 países da América Latina. Em Santa Catarina, ele acontece simultaneamente em mais de dez cidades neste mês de março.

O show do Grito Rock em Itajaí, que era pra acontecer na sexta-feira, dia 16, foi adiado por conta de problemas na documentação do estabelecimento que receberia o evento. Desta forma, o Válvula Rock deve divulgar em breve uma nova data para a apresentação da banda Helvéticos de forma gratuita na cidade.

A História do Contrabaixo – Parte XXI

Postado em Instrumentos musicais com as tags , , , , em 01/03/2012 por Ilhota Rock Festival
Music Man StingRay SR4.

Music Man StingRay SR4.

Após a invenção do Precision Bass em 1951, mais uma vez o genial Clarence Leo Fender surpreende o mundo dos graves com a criação do Musicman Stingray, uma das mais poderosas máquinas de graves do mundo.

Você teve a oportunidade de conhecer, em um dos nossos capítulos, a criação da lendária Music Man Company. Nesta matéria, vamos inverter as coisas e mostrar as máquinas como verdadeiras estrelas. Refiro-me a um dos projetos mais ousados e originais já concebidos no universo dos contrabaixos elétricos desde a invenção do Fender Precision Bass em 1951.

Em 1965, Leo Fender era um homem com sérios problemas de saúde, causados pelo frenético ritmo de trabalho imposto pela Fender Company. Sabemos também que, naquele ano, o conglomerado CBS adquiriu a empresa visando a expansão da marca. Para preservar o espírito pioneiro, o lendário inventor foi contratado como consultor de produtos. Mas algo tinha acontecido com o passar dos anos. O mecanicismo dos produtos, a linha de montagem industrial para dar conta do volume de pedidos, novas tecnologias, novos controles… Tudo isto estava acontecendo muito rápido para o entendimento do sábio inventor.

A criação da Music Man Company

Para amenizar este desenfreado crescimento, Leo Fender prestava consultoria para diversas empresas de instrumentos e amplificadores. Entre elas, uma estava destinada a mudar os rumos na história do planeta, pois contava com um novo conceito, um novo projeto chamado Musitek, de autoria de George Fullerton, um dos veteranos da antiga Fender e amigo do seu fundador.

O velho inventor não gostava deste nome – que soava um pouco estranho para fins de marketing – e, após diversas reuniões, decidiu-se que a nova empresa seria rebatizada de Music Man Company. A Cia. Iniciou suas atividades oferecendo, a princípio, apenas amplificadores. Entretanto já havia planos para o desenvolvimento de um novo instrumento que pretendia ser totalmente revolucionário. Estamos no ano de 1975, em plena era da captação ativa, e os baixistas ainda estão se “recuperando” do susto no mundo dos graves que a poderosa Alembic fez ao criar seus baixos de captação ativa.

Ativa ou passiva?

Depois do assombro inicial, começaram os experimentos com o novo modelo usando o sistema ativo. Sidemen, músicos de estúdio e baixistas virtuosos começaram a comprar o novo Alembic para conferir as inovações criadas por Ron Wickersham. Como diz o ditado, as moedas têm duas faces. Sobraram elogios, mas também não faltaram críticas. A principal delas é que o sistema ativo resultava em uma sonoridade limpa demais, etérea, sem algo mais “orgânico” – ruídos provenientes do sistema passivo que proporcionam uma característica de timbre com ênfase nos médios com poucos agudos, usados no blues e no rock. Mais tarde a história demonstraria que esta sonoridade seria muito interessante para ser usada em outras técnicas como slap ou two hand tapping.

Detalhes da ponte e sistema de captação.

“Eu já tinha uma arquitetura montada para este projeto e a primeira coisa que eu pensei foi no headstock, pois acredite, é uma das primeiras coisas que o músico observa”, disse o inventor em uma entrevista concedida quando do lançamento do novo instrumento. A configuração 3X1, que foi sugerida por White, um dos executivos da empresa, possuía três tarraxas em cima e uma embaixo, o que lhe pareceu uma ideia revolucionária. Além disto, foi desenvolvido um novo captador – de oito polos, sendo dois para cada corda, além de uma nova ponte.

Porém, a maior novidade estava reservada para os circuitos. Fender, que não era muito fã de tecnologias inovadoras, insistiu que o instrumento deveria ter um sistema passivo, a exemplo do Jazz Bass. Visando manter a tradição que o inventor tanto insistia (e muitos músicos também), a empresa – sem tirar a sua visão do futuro – concebeu um instrumento passivo em sua concepção de captação, mas com todos os seus circuitos ativos.

Surge o Music Man Stingray

Assim, em 1976, surgiu o Music Man Stingray, com a configuração do headstock em 3X1, circuito ativo, além de pontes e captadores inovadores. Após experimentarem, a grande maioria dos músicos conseguiu definir em apenas duas palavras: personalizado e agressivo. Ele era ideal para o contexto de músicas da época, como os Brothers Johnson, que teve em Louis Johnson um dos maiores entusiastas do novo modelo. O corpo foi construído em Alder, o braço e a escala em Maple e algumas em Rosewood. É claro que o Stingray foi um sucesso de vendas, sendo que os baixistas se entusiasmaram principalmente pela ergonomia do novo modelo que era ideal para a técnica de slap, por causa do espaço existente entre o final da escala e o captador.

Agressividade

Em 1984, a Music Man foi vendida para Ernie Ball, um empreendedor da Califórnia que aprendeu a tocar guitarra havaiana com seu pai, sendo pioneiro, inclusive, por montar uma das primeiras lojas de guitarras nos Estados Unidos. Esta pequena empresa, no entanto, era também especialista na fabricação de cordas feita sob encomenda para diversos artistas, entre eles, os Ventures. No começo dos anos 70, o jovem Ernie decidiu que precisava construir um contrabaixo acústico. Para isto, comprou um guitarrón mexicano, acrescentou trastes e reconfigurou o headstock. Em 1972, foi criada a Earthwood Bass. Foi o primeiro e único instrumento concebido por esta empresa. O problema era o mesmo que atormenta o velho gigante: ele era grande demais.

Nova gestão

Herdando a empresa do pai, o jovem Ernie adquiriu a Music Man para expandir seus negócios. Sob a gestão Ball, foi concebido o Sabre, com dois sistemas de captadores, mas que nunca foi um grande sucesso de vendas. No entanto, novas tecnologias foram criadas, como o corte de madeiras já com a utilização do grafite – um mineral concebido pela empresa Modulus Enterprise, a mesma que ajudou a desenvolver a tecnologia dos satélites Voyager I e II -, concedendo ao Sabre uma estabilidade ergonômica jamais vista em outros modelos de baixo elétrico, superando inclusive os poderosos Alembic.

Music Man Sterling HH 5 cordas.

A versão de cinco cordas do Stingray foi lançada em 1987 e a linha Sterling (nome de um dos filhos de Ernie) foi criada a partir de 1993. Uma versão otimizada do Bass VI foi reintroduzida no mercado com o Silhouette six strings, afinada uma oitava abaixo da guitarra elétrica. Os novos modelos incluíam o S.U.B (Sport Utility Bass) – com o pickguard fabricado do mesmo material utilizado no piso do metro de Nova York – e o Bongo, um das últimas inovações da Music Man.
O curioso é que, em plena época das mudanças tecnológicas, o Stingray surgiu para resgatar o “glamour” do passado, com o acréscimo de inovações futurísticas em seu hardware. Uma doce ironia que transformou o notável instrumento em uma mais poderosas máquinas de grave do mundo!
Escrito por Nilton Wood, da redação TDM.

Reflexões de uma terça-feira à tarde é uma das músicas do projeto solo de Gustavo Kaly, intitulado Kaly e os Hóspedes do Chelsea

Postado em Cena catarinense com as tags , , , , , , , , , , , , em 24/02/2012 por Ilhota Rock Festival

Kaly e Os Hóspedes do Chelsea

Ao iniciar o processo criativo de uma obra, o artista cria seu próprio mundo, exila-se em ideias e ultrapassa os níveis de realidade. Desde as primeiras pinceladas em uma tela branca, as primeiras linhas de frases tortas em um caderno de rascunho e os primeiros acordes ainda sem rumo em um piano desafinado no canto da sala até a assinatura carimbada no canto do quadro, o ponto final, o último acorde, há um processo único, individual que só depende de uma pequena soma de fatores para a contemplação – inspiração, criatividade e talento.

Por mais que vivemos em dias mais claros, em que fronteiras entre o artista e o público estão cada vez mais estreitas e a acessibilidade joga a nosso favor, existe um bloqueio de metodologias que divide a primeira fase, reclusa e criativa, em que só a obra e o artista conflitam, com a segunda, a de tornar sua obra visível e ao alcance de todos.

É redundante tentar entender o novo mundo em que vivemos, onde a comunicação é a intersecção de classes, de ideias, de raças e crenças. A tecnologia abrindo espaços inexplorados e novas plataformas de difusão amplificando horizontes nunca antes alcançados.

A produção do disco “Porres, Ressacas e Canções”, assim como a de seu primeiro clipe “Reflexões de uma terça-feira à tarde” transita nesse universo, coração e mente, de superar conceitos medianos de qualidade e alcançar patamar que o novo mundo exige. Sem a união de tais forças, a alma que envolve este projeto talvez não tomaria tal corpo, esboçado aqui.

Gustavo Kaly teve várias de suas composições regravadas por outros músicos e bandas, incluindo Wander Wildner (“Um bom motivo”, “Boas notícias”), Carbona (“Os lindos refrões que um velho ensinou”, “Um mundo sem Joey”) e Jimi Joe.

É o principal compositor da banda Os últimos românticos da Rua Augusta, formada em 2010, e já inserida na mídia e público em geral devido a notoriedade de seus integrantes.

Com mais de 100 composições, em toda sua trajetória, Gustavo Kaly começa sua carreira solo acompanhado de sua banda, os Hóspedes do Chelsea, formada por músicos da cena independente da cidade de São Paulo.

Algumas das principais influências da sua fase solo: Da literatura Beatnik à música de cabaret, passando pelo Jazz e Blues, tem como principal influência o Folk, com o som repleto de violões e valorização ao acústico, navega num universo que vai de Johnny Cash, Neil Young e Dylan, a Violent Femmes, Beck e Wilco. Os limites esticam-se ainda de Chet Baker a Ramones, The Clash a Leonard Cohen, além do rock dos anos 80 brasileiro, rock gaúcho e a milonga argentina.

Kaly e os Hóspedes do Chelsea são

  • Disco: Porres, Ressacas e Canções (Em fase de finalização)
  • Gustavo André Moura (Kaly) – Composições, vozes, violão 6 cordas
  • Marco Brito – Baixo, violão 12 cordas, guitarras
  • Rafael Marco (Magola) – Bateria
  • Sergio Serra – Guitarra e violão de nylon
  • Wander Wildner – Participação especial em vozes e backing vocal
  • Produzido por Marco Britto e Alejandro Marjanov
  • Mixagem: Alejandro Marjanov

Equipe principal do clipe

  • Roteiro: Aline Biz e Gustavo Kaly
  • Direção: Aline Biz
  • Assistência de Direção: Dante Vescio
  • Produção: Laila Pas
  • Produção Executiva: Luciana Siebert
  • Direção de Fotografia: Aline Biz e Leonardo Rudá
  • Direção de Arte: Thabata Picasso
  • Making of: Cleverson Cassaneli

Entenda o projeto

Em meio ao processo de pré-produção do primeiro clipe de Kaly e os Hóspedes do Chelsea, “Reflexões de uma terça-feira à tarde”, deparamo-nos com a dificuldade para cobrir os gastos básicos de produção – sendo que se refere a um projeto totalmente independente.

O objetivo do valor a ser arrecadado (2560,00) é cobrir gastos de produção como alimentação, transporte e telefone. Além de fornecer um orçamento mínimo para a arte e fotografia e, deste modo, uma liberdade maior para a criação. Se aproximadamente 150 pessoas (amigos, família, admiradores da boa música e de bons clipes…) ajudarem com apenas quinze reais, esse projeto será devidamente finalizado e vocês, claro, receberão suas humildes, mas carinhosamente pensadas, recompensas. Se você quiser ajudar com mais, ainda melhor! Mais chances de alcançarmos o valor necessário e recompensas ainda melhores!

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